Serra Gaúcha sem romantismo (parte 2) + Panna cotta de mel

Hoje é dia da segunda parte do post de dicas sobre a Serra Gaúcha! Você pode ler a primeira parte aqui. Faltou falar da parte de gastronomia, compras, valores e dicas gerais. Aí vai:

GASTRONOMIA
Com influência principalmente italiana, a culinária da região tem como especialidade polenta, galeto e massas em geral. Nas três cidades é possível encontrar diversos restaurantes com esse perfil, sendo que em Gramado também existem vários que oferecem fondue. Minha amiga e eu adoramos pasta, mas não demos conta de encarar a “sequência de massas” servida em muitos restaurantes locais, já que são 7 ou 8 pratos de massa para cada pessoa. Também não somos super fãs de galeto ou fondue. Então optamos por lugares com opções à la carte que tivessem algo além desses pratos mais tradicionais. Seguem algumas dicas:

No Vale dos Vinhedos
* Leopoldina – restaurante do Hotel e Spa do Vinho, tem boas opções de carnes, massas e risotos e bons vinhos com preços justos. A decoração é bem suntuosa e elegante. Os pratos estavam gostosos, corretos, mas sentimos um pouco a falta de sal.

*Luiz Valduga – é um dos restaurantes da Villa Valduga. O ambiente é aconchegamente e eles trabalham com menu fechado, ou seja, muda de acordo com o dia. Vale ligar antes para saber o que será servido naquela noite. No dia que jantamos a sequência de pratos era: creme de aspargos com raspas de lima, risoto de salmão defumado e abobrinha, medalhão de filé com legumes e semifreddo de chocolate. Estava tudo uma delícia, especialmente o creme. Só faria uma observação no ponto do filé, que estava mal passado para nosso gosto.

*Casa Vanni (se fala Vâni) – a melhor refeição que comemos em toda a viagem, com toda certeza. Além de ser num local lindo, no Caminhos de Pedras, o prato estava perfeito – um tortéi (massa tipica da região, uma espécie de ravióli recheado com abóbora) na manteiga de sálvia. A sobremesa, uma panna cotta com calda de tangerina, estava deliciosa, bem cremosa. Só abre para almoço e vale muito a pena pegar a estrada para ir até lá.

Vista dos fundos da Casa Vanni

Em Gramado
*Café Josephina – estivemos lá duas vezes. Nas duas ocorreram alguns problemas na execução dos pratos, sendo que no segundo dia isso foi mais marcante.Eles tem alguns problemas com as descrições no cardápio, omitindo algumas informações importantes, como por exemplo a presença marcante de canela num dos molhos de um prato. Ainda assim, acho lá uma boa sugestão para o happy hour, numa estilo “petiscos e drinks”, já que é um dos poucos lugares mais jovens, com jeito de “descolado” de Gramado.

No primeiro dia pedimos um ravióli de gorgonzola com chutney de cebola roxa. Estava saboroso, mas faltou um refinamento no prato: a cebola podia ter sido cortada mais fina, para o sabor ficar mais delicado, e ter vindo em menor quantidade, pois o gosto dela domina muito o prato e fica enjoativo no final.

*Divino – com preços um pouco salgados, esse restaurante traz opções mais modernas no cardápio. O ambiente é muito bonito, todo em vidro, moderno. Lá comemos uns hamburgueres “gourmet” que estavam gostosos, mas não geniais. Fiquei curiosa para provar os pratos mesmo.

*Il Piacere – uma pizzaria de forna à lenha muito gostosa. Eu provei o sabor “Marguerita Gourmet”, com mussarela de búfala, grana padano e tomatinhos italianos e estava uma delícia. Minha amiga comeu a Siciliana, de beringela, palmito, provolone, requeijão e calabresa e também gostou muito.

Em Canela
*Cannellé Bistrô – Nesse aconteceu uma coisa engraçada. Tentamos ir ao restaurante uma vez, mas ele estava fechado pois naquele dia só abria à noite. Quando voltamos no outro dia no horário correto, ele ainda estava fechado. Sem querer perder a viagem, batemos na porta e fomos atendidos pela garçonete, que foi super simpática e explicou que os donos (um deles é o chef) tinham se atrasado um pouco. Ela nos trouxe uma entradinha e um pouco depois os donos chegaram. Foram super atenciosos com a gente e serviram uma comida muito bem feita e gostosa. Da próxima vez vou experimentar os pratos franceses, especialidade da casa.

Minha amiga comeu um talharim com molho vermelho e azeitonas, alcaparras e camarões – e não economizaram nos camarões. Estava uma delícia.

* Armazém Apricot – é dos mesmod donos do Canellé Bistrô. Funciona como uma mercearia de produtos gourmet e um café. O ambiente é bem charmoso e, apesar de não ter experimentado nenhuma, vi várias cervejas diferentes no cardápio.

* Empório Canela – sem dúvida o lugar mais fofo de Canela. Uma mistura de café, lojinha e livraria,tem decoração retrô e um cardápio dividido entre café e pratos à la carte. Provei o chocolate quente, que estava bem gostoso, e quero voltar para comer as opções de almoço ou jantar.

*Strudelhaus – um restaurante de comida caseira alemã, funciona na sala da casa dos donos, um alemão e uma brasileira. O cardápio tem uma grande variedade de “schnitzels”, um tipo de bife empanado alemão e algumas outras especialidades. Pedidos o prato mais tradicional, que vem com schnitezel de porco, batatas gratinadas, legumes e molho. De sobremesa, claro, comemos strudel de maçã, também uma delícia. Informação importante: não aceitam cartões, apenas dinheiro.

A comida estava muito saborosa, só não gostamos muito do spatzle, essa massa na tigelinha branca que acompanha o prato.

COMPRAS
No Vale dos Vinhedos
Além dos vinhos, é claro, vale a pena comprar os produtos vendidos na delicatessen Casa Madeira. Eles tem ótimas geleias e outras coisas interessantes como grapa, suco de uva e crema de balsâmico produzidos no local.

Em Gramado
- Não encontramos nenhuma loja de roupas femininas que valesse particularmente a pena em Gramado, tanto pelas roupas em si quanto pelos preços.
- O grande achado foi a loja “Mundo dos Sapatos”, que fica na estrada para Canela. Lá são vendidos calçados multimarcas (a maioria das grandes fábricas de sapato brasileiras ficam no Sul) que não foram exportados por terem “pequenos defeitos”- aqueles que nem a gente consegue ver. Os preços valem muito a pena, com descontos chegando a 60%.
- São várias lojas de chocolates espalhadas pela cidade, mas a que chamou nossa atenção foi a Lugano. Um pouco mais cara, mas o chocolate é bem gostoso.

Em Canela
- As lojas de roupa também não chamam muito atenção, mas dá para encontrar umas poucas com malhas e casacos mais bonitos que de Gramado e com preço mais em conta. As boutiques que vendem roupas de marca tem preços bem parecidos com os de Belo Horizonte.
- No Empório Canela, que citei acima na parte de Gastronomia, vale comprar alguma coisinha de artesanato local – há vários objetos legais para casa.

VALORES
Toda vez que leio um post de dicas de viagem, sinto falta de saber um pouco sobre quanto se gasta para fazer as coisas no lugar. Mas agora eu entendo como é difícil falar disso, porque depende do perfil da pessoa, dos programas que ela escolhe, da época que vai viajar, etc. Então por favor leve isso em consideração quando ler essas informações.

- Para almoçar ou jantar nessas cidades, você gastará cerca de 30/40 reais por pessoa em cada refeição, sem contar a bebida. Claro que existem lugares mais caros e mais baratos. Gramado em geral é mais caro que Canela. No Vale dos Vinhedos o custo-benfício foi melhor que em Gramado.
- Os vinhos (principalmente os da região) tem valores interessantes nos restaurantes. Conseguirmos beber boas variedades (inclusive espumantes) que ficavam em torno de 35/45 reais.
- As hospedagens também diferem muito de preço, porque depende da época, do quarto, da localização, etc. Acredito que essa seja a parte mais flexível do orçamento. As diárias que pesquisamos variavam de 130 a 300 reais (lembrando que viajamos na baixa temporada). A Casa Valduga foi mais cara que a Jardim Secreto, mas tudo ficou na média de 220 reais o quarto.
- Você precisará pagar entrada para a grande maioria dos passeios. O Parque do Caracol é 10 reais por pessoa. O teleférico, 20 para cada. Para andar no pedalinho no Lago Negro o preço é 15 reais para duas pessoas, por 20 minutos. Já o (maldito) Castelinho nos custou a bagatela de 8 reais por pessoa. O strudel lá custa 18 reais e dá para ser dividido. Não entramos no Mini Mundo, mas o ingresso era 14 por pessoa. O templo em Três Coroas não cobra entrada. Já o ingresso do Parque Aldeira do Imigrande em Nova Petrópolis custa 7 reais. Lembrando que os preços são para adultos.
- O aluguel do carro foi feito na Movida por meio do site Rentcars e correu tudo bem. Para ir de Porto Alegre até todas as cidades, rodar lá dentro e voltar para o aeroporto nós gastamos um tanque de álcool, que em Porto Alegre estava uma média de 2.25 o litro. A gasolina era tipo 2.49.

DICAS GERAIS
- Se for ce carro, o GPS será seu amigo, mas nem sempre. Em algumas partes da estrada e nas ruazinhas do Vale dos Vinhedos ele ficou confuso. Depois descobrimos que para chegar no vale é preciso procurar por Bento Gonçalves e depois  “Via Trento”.
- Outra dica caso a decisão seja ir de carro é viajar sempre de dia: a estrada para a serra tem muitas curvas perigosas e costuma dar neblina.
- Na hora de arrumar a bagagem, procure levar uma sacola resistente vazia dentro da mala ou então uma mala de mão pouco ocupada. Elas serão muito úteis para trazer os vinhos que você comprar, já que viajando como mala de mão eles estão mais seguros do que se despachados.
- A grande maioria dos lugares aceita cartões, mas esteja sempre com um dinheiro a mão principalmente para pagar a entrada de algumas atrações.
- Acho que o Sul é um lugar gostoso de visitar em qualquer época, mas no outono e na primavera as cores das cidades aparecem mais. Fora que o clima também é mais ameno. O máximo de frio que pegamos foi 7 graus. Na maioria dos dias, variou entre 11 ou 12 à noite e 20, 21 pela manhã.
- Uma coisa interessante que percebemos é que nas três cidades as pessoas tem uma noção de distância diferente da nossa. Muitas vezes diziam que algum restaurante ou ponto turístico estava longe e era preciso ir de carro, mas depois descobríamos que estava a 4, 5 quarteirões – o que para nós é relativamente perto (será coisa de mineiro?). Se você também gosta de andar pela cidade, leve isso em consideração quando pedir uma informação.

***

Panna cotta de mel
Quando pensei em reproduzir essa sobremesa italiana que comemos na Casa Vanni, que parecia uma mistura de pudim e creme, fiquei receosa de pegar uma receita da internet e terminar com uma panna cotta dura, parecida com gelatina. Principalmente porque no Sul o creme de leite fresco (que eles chamam de nata) possui maior teor de gordura do que o que encontramos aqui, dando naturalmente mais cremosidade à sobremesa. Procurei então num livro que sempre tem receitas confiáveis e achei uma versão com mel, que me trouxe exatamente a textura cremosa e sedosa que eu buscava.

Receita do livro “Pure Dessert”, de Alice Medrich

Rendimento: 6 porções

Ingredientes

- 1 e 1/4 de xícara de leite integral
- 2 e 1/2 colher de chá de gelatina em pó sem sabor (meça a gelatina com muito cuidado, nivelando a colher para medir. Qualquer vairação na quantidade para mais pode deixar a sobremesa com a textura errada.  Essa quantidade pode também ser substituída por 3 folhas de gelatina).
- 3 xícaras de creme de leite fresco (no mínimo com 35% de gordura)
- 1/3 de xícara de mel, mais um pouco para colocar por cima
- 1/8 de colher de chá de sal

Opcional: geleia de framboesa, amora ou frutas vermelhas

Como fazer

1. Coloque o leite numa tigela média e salpique a gelatina por cima. Reserve sem mexer por 5 a 10 minutos, até que a gelatina amoleça. Enquanto isso, separe um recipente (maior que a tigela onde está o leite) e encha-o até a metada com água e bastante gelo.

2. Numa panela pequena, aqueça o creme de leite, o mel e o sal até que fiquem bem quentes, mas não deixe ferver. Mexa de vez em quando para o mel dissolver.

3. Tire do fogo e entorne aos poucos na tigela com a gelatina e o leite. Vá mexendo até que a mistura esteja uniforme. Leve a tigela para o recipente com água e gelo e mexa o creme por cerca de 10 minutos, até que ele esfrie completamente. É preciso que ele esteja frio mesmo, e não morno ou em temperatura ambiente.

4. Se você quiser desenformar a panna cotta depois, divida o líquido em seis tigelinhas ou ramequins. Se for serví-la direto do recipente, é mais interessante colocá-la em copos, taças ou vidrinhos transparantes. Leve os potes para a geladeira por no mínimo 8 horas ou de um dia para o outro.

5. Se for desenformar, passe as tigelas por alguns segundos em água quente antes de virá-las no prato. Na hora se servir, espalhe um pouco de mel por cima e cubra com algumas colherinhas de geleia.

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Serra Gaúcha sem romantismo (parte 1) + O verdadeiro chocolate quente

Hoje vou fazer uma mudança aqui no blog: em vez de contar um caso ou colocar uma crônica, vou dar algumas dicas de viagem.

Quando comentei com as pessoas que estava indo para a Serra Gaúcha com uma amiga, muitas acharam estranho – como se lá fosse um reduto de casais e a viagem sem o romantismo não faria sentido. É verdade que as cidades que visitamos tem sim um pouco desse perfil, mas descobrimos que a Serra Gaúcha é muito mais do que isso.

Então as dicas que vou dar aqui são para viajantes parecidos com o nosso perfil, que gostam de ter mais independência e liberdade nos roteiros, curtem muito gastronomia e vinhos, fogem das coisas turísticas demais e gostam muito de conhecer os lugares caminhando.

Para não ficar muito longo, dividi o post em duas partes. Na quinta-feira eu volto com as dicas de gastronomia e compras!

ROTEIRO
A viagem começou pelo Vale dos Vinhedos, que fica na intercessão dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul e concentra mais de 30 vinícolas em produção, desde as menores até as grandes como a Miolo. Foram duas noites e três dias lá. Depois fomos para Gramado, onde ficamos 4 noites e 5 dias, sendo que também conhecemos Canela e outras cidades dos arredores.

Se fôssemos fazer alguma mudança nesse roteiro, teríamos passado mais uma noite no Vale dos Vinhedos e talvez um dia ou noite a menos em Gramado. Isso tem a ver com nosso perfil, pois nos identificamos muito com esse pedaço da Serra e adoramos o local que ficamos hospedadas. Também gostaríamos de ter conhecido mais vinícolas. Além disso, achamos que os passeios em Gramado e nas proximidades poderiam ter sido feitos em menos dias com a mesma tranqulidade.

DESLOCAMENTOS
Depois de comprar as passagens de BH para Porto Alegre, para esse roteiro que traçamos teríamos três opções: alugar um carro em POA e seguir com ele durante toda a viagem; alugar um carro em Gramado e usá-lo também para o Vale dos Vinhedos; ou não alugar carro e fazer os passeios via agências de viagem. Como queríamos mais liberdade para conhecer os lugares, principalmente o Vale, optamos pelo aluguel em POA, já que os valores estavam melhores do que em Gramado.

Foi ótimo ter decidido pelo aluguel porque nos deu autonomia para fazer os passeios. Nos dias que queríamos beber à noite, a gente escolhia um restaurante mais próximo ou então uma das duas ficava sem beber para dirigir. No Vale dos Vinhedos, nós fizemos degustações de vinhos dentro do próprio hotel, então não havia preocupação com a direção. Mesmo com os arranjos necessários para as ocasiões em que iríamos beber, o carro foi uma excelente opção e fez toda diferença para a liberdade da programação.

O carro também nos deu a oportunidade de passar por estradas lindas.

HOSPEDAGEM
No Vale dos Vinhedos ficamos na Villa Valduga, o conjunto de pousadas que fica dentro da Casa Valduga, uma das vinícolas do Vale. O local é simplesmente lindo. Nos hospedamos na pousada mais simples e o quarto era ótimo, espaçoso e confortável. O atendimento lá é impecável, atencioso e carinhoso, com direito à chazinho no fim da tarde.

O chá chega com um bilhete de “boa noite” que tem a previsão do tempo na parte de trás. Um mimo.

O café da manhã também era ótimo e tinha até um espumante moscatel da casa para começar bem o dia. Há dois restaurantes lá dentro – nós experimentamos o jantar em um deles, Luiz Valduga, e foi bem gostoso.

Outro diferencial da Villa é que na diária está incluso o Curso de Vinhos Módulo I, que abrange a visitação a todas as etapas de produção do vinho, da plantação ao engarrafamento. Logo depois há também uma aula de degustação. O curso foi uma ótima forma de conhecer um pouco sobre esse mundo dos vinhos.

Enfim, ficamos completamente encantadas pela Villa Valduga.

Vista de uma das construções da Villa. No subsolo fica a cave de vinhos e em cima a loja que vende os produtos da casa.

Em Gramado também ficamos numa pousada linda, a Jardim Secreto. Além de super charmosa, tinha uma café da manhã delicioso, cheio de bolos, biscoitos e geleias caseiras. O quarto era uma gracinha, muito confortável e com o melhor chuveiro do mundo. O atendimento da pousada é excelente. A família que gerencia o local é muito simpática e solícita. A localização também é boa: 10 minutos de caminhada até o centro e perto também de outras atrações como o Lago Negro.

Não parece um lugar de mentira, saído de um filme da Disney?

PASSEIOS

No Vale dos Vinhedos:
Caminhar pela Via Trento, a rua principal do Vale, é um jeito gostoso de conhecer a região, ver as casas locais e admirar um pouco da paisagem. Outra coisa muito legal é fazer a visitação às vinícolas. É interessante conhecer tanto as grandes quanto as menores, para perceber a diferença no jeito de produção. Visitamos duas: a Valduga, que é grande, e a Marcos Luigi, que é menor.

Do Vale também é possível conhecer os Caminhos de Pedra, um caminho traçado pelo município de São Pedro que mostra algumas das primeiras construções italianas da região.

Essa casinha ficava quase em frente ao hotel. Dá vontade de largar tudo e ir morar num lugar assim…

Em Gramado:
Os passeios tradicionais são andar de pedalinho no Lago Negro, conhecer o Mini Mundo e Aldeia do Papai Noel, visitar as lojas clássicas de cucos e cristais e conhecer o zoológico. Desses, nós fizemos apenas o passeio no Lago Negro. Acabamos curtindo a cidade de outro jeito mesmo, só caminhando e conhecendo as casas e lojas. É uma delícia andar pelas ruas tomando um chocolate quente da Caracol Chocolates, sem dúvida o melhor da região.

O Lago é realmente bem bonito…

Em Canela:
Canela fica há apenas 7 km de Gramado, então dá para ir e voltar da cidade tranquilamente durante o dia. Lá existem diversos parques ecológicos. Nós visitamos o Parque do Caracol, que possui uma cachoeira enorme – pena que no dia ela estava interditada e não pudemos descer para vê-la de perto. Também andamos no telefêrico que tem vista para a cachoeira.

Cachoeira do Caracol e um arco-íris de brinde.

Na volta do parque paramos no Castelinho, a primeira casa de Canela que virou ponto turístico. Esse eu confesso que foi uma armadilha de turista. Nós na verdade queríamos só comer o famoso strudel que eles servem no local, mas mesmo só para comer era necessário pagar para entrar na casa. Lá dentro eles preservaram os quartos supostamente como eram na época, mas não havia nenhum tipo de explicação sobre a história da família ou dos objetos ali. Ou seja, sem saber o que significavam, as coisas antigas ali eram só “coisas”. O strudel era bom, mas não valia o preço da entrada mais o que pagamos por ele.

Nos arredores:
*Khadro Ling – é o maior templo budista da América Latina e fica a 30 km de Gramado, em Três Coroas.  Além de ser um lugar lindo, foi uma ótima oportunidade para carregar as energias e ter um momento mais introspectivo e silencioso.

O templo é ainda mais bonito ao vivo.

*Nova Petrópolis – também pertinho de Gramado e tem o Parque Aldeia do Imigrante, onde estão as construções da primeira vila de alemães que colonizaram aquela região. A história é bem interessante e vale a visita. Também é uma cidade conhecida pelas lojas de malhas e tricôs, mas nós não achamos nada que valesse particularmente a pena lá.

Igreja dos Imigrantes, uma das construções históricas do Parque.

Por hoje é só, aguardem a parte 2!

***
O verdadeiro chocolate quente
Essa receita de chocolate quente se parece muito com o vendido nas lojas da Caracol em Gramado. O segredo está na preparação com antecedência, que deixa o chocolate bem mais cremoso. O creme de leite fresco pode ser substituído pelo de caixinha, mas a bebida ficará  menos incorpada.

Receita do livro “Cozinhando com amigos”, da Heloísa Bacellar
Rendimento: 6 xícaras

Ingredientes

- 1 litro de leite
- 1 xícara de creme de leite fresco
- 400 gramas de chocolate meio amargo
- 1 pau de canela
- 1 fava de baunilha ou 1/2 colher de chá de extrato de baunilha

Como fazer

1. Pique o chocolate meio amargo e coloque-o numa tigela ou vasilha que possa ser tampada depois.

2. Se estiver usando a fava, parta-a no meio e raspe as sementes. Junte essas semenstes, a fava vazia, o leite, creme de leite e a canela numa panela média. Leve em fogo baixo e, assim que levantar fervura, desligue. Retire a fava e o pau de canela.

3. Derrame o líquido quente na tigela onde está o chocolate e mexa com uma espátula até que ele esteja completamente derretido. Deixe a mistura esfriar, tampe e leve à geladeira por 8 horas ou de um dia para o outro.

4. Na hora de servir, aqueça o chocolate e, se quiser, sirva com um pedaço de canela para misturar.

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Sinfonias locais e um farfale ao molho de abóbora e manjericão

Morei na mesma casa durante 25 anos. Quando saí de lá, achei que estava deixando o paraíso do silêncio para trás. No novo lugar, encontrava barulho em tudo: eram dramas da vizinha, cachorros latindo o tempo todo, móveis arrastando, descargas, música alta, entregador de pizza buzinando…

Só que na verdade a casa onde eu cresci era muito barulhenta. Ficava num bairro residencial e, ainda que fosse possível ouvir passarinhos, junto com eles havia o som animado das crianças chegando e saindo da aula todos os dias, já que minha casa ficava em frente a uma escola. Na rua passava ônibus e ainda por cima era uma subida, o que causava aquele barulho alto que a primeira marcha faz. Isso sem contar os vários cachorros nas casas vizinhas e as sessões de música sertaneja no domingo. Mesmo com tudo isso eu estranhamento achava minha antiga casa muito silenciosa.

Muitas pessoas me disseram que é porque eu acostumei depois de tantos anos. Minha teoria é de que não é só uma questão de costume. Com o tempo, aprendemos a ouvir a sinfonia do lugar. Como numa orquestra, tudo surge num determinado momento e, depois de ouvir aquela música várias vezes, ela vira uma trilha sonora própria do dia a dia.

Quando mudei para a nova casa, precisei aprender quais eram os sons e o ritmo próprios do lugar. E, além disso, perceber como os meus próprios sons se encaixavam nele. Hoje acredito que eu sentia falta não do silêncio, mas daquela sinfonia específica da casa antiga. Ainda me incomoda os latidos do cachorro da vizinha, mas já quase consigo ouvir a música dos armários abrindo e fechando no andar de cima…

***

Farfale ao molho de abóbora e manjericão
Essa massa saiu sem querer: tinha muita preguiça de ir ao supermercado e um resto de abóbora congelada no freezer. Me lembrei de um livro de receitas antigo em que a autora dizia como a combinação de abóbora e manjericão era incrível. E ela tinha razão!

Rende uma refeição para duas pessoas

Ingredientes

200 gramas de macarrão curto, tipo penne ou farfale
250 gramas de abóbora
½ cebola picadinha
100 ml de requeijão
¼ de xícara de creme de leite
1 colher de sopa cheia de folhas manjericão fresco
4 colheres de sopa de parmesão
Sal, pimenta-do-reino e noz moscada à gosto

Como fazer

1. Cozinhe a abóbora em pedaços e com casca numa panela com água e sal até que fique macia. Você pode também assá-las embrulhadas em papel alumínio e temperadas com sal, pimenta-do-reino e um fio de azeite. Passe-as pelo espremedor ou retire a casca e amasse com o garfo.

2. Aqueça uma panela grande com água. Quando ferver, adicione uma colher de chá de sal e a massa escolhida. Cozinhe pelo tempo indicado na embalagem. Enquanto isso, faça o molho.

3. Em fogo médio, refoque a cebola até que comece a dourar. Junte o purê de abôbora, mexa um pouco e adicione o requeijão e o creme de leite. Tempere com sal, pimenta e noz moscada e abaixe o fogo. Deixe o molho apurar por alguns minutos e desligue. Junte o parmesão e o manjericão em seguida, já fora do fogo. Misture e despeje o molho na travessa em que irá servir a massa.

4. Quando o farfale estiver al dente, escorra e rapidamente entorne-o na travessa com molho. Mexa delicadamente para incorporar e sirva.

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Mixtape 5 – Férias + Torta de frango com catupiry e creme de milho

Ficar de pijama o dia todo, beber mojito no almoço, maratona de “Friends”, tomar  sorvete às 4 da tarde (ou da manhã), cinema na primeira sessão, suspirar no sofá da sala, receitas que precisam de horas, viajar ouvindo um cd antigo, viajar de verdade para um lugar novo, visitar aquele lugar de sempre…

férias…

***

Torta de frango com catupiry e creme de milho
Essa é aquela torta tipo empadão, presença certeira nas festinhas e lanches de quando era criança. É gostosa comida quente, em temperatura ambiente e até direto da geladeira – e ainda é um bom jeito de reaproveitar sobras.

Inspirada aqui.

Rendimento: uma torta pequena de 20cm X 20cm

Ingredientes

Massa

- 250 gramas de farinha de trigo (2 xícaras + 1 e 1/2 colher de chá)
- 125 gramas de manteiga gelada cortada em cubinhos
- 1 ovo
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 a 2 colheres de água gelada (se necessário)
- 1 gema para pincelar

Recheio

Frango:
- 350 gramas de frango cozido e desfiado (cerca de 2 xícaras)
- 7 colheres de sopa requeijão Catupiry (ou outro de sua preferência)

Creme de milho:
- 200 gramas de milho
- 1 e 1/2 xícara de leite
- 1/2 cebola picadinha
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 2 folhas de louro

Como fazer

1. Misture o frango desfiado com 5 colheres do requeijão. Reserve as outras 2 para a finalização.

2. Para o creme de milho, aqueça o leite com as folhas de louro. Quando ferver, deligue e retire as folhas. Em outra panela, derreta a manteiga e adicione a cebola, mexendo até começar a dourar. Adicione então a farinha e frite um pouco, mexendo sempre. Vá colocando o leite quente aos poucos, sem parar de mexer para não empelotar. Junte o milho e desligue o forno. Use um mixer manual para bater a mistura ou então coloque-a no liquidificador/processador. Quando formar um creme, volte com ela para o fogão e cozinhe em fogo baixo até uma engrossar um pouco, como um mingau ralo. Tempere com sal, noz-moscada e pimenta do reino. Deixe esfriar e prepare a massa enquanto isso.

3. Para a massa, numa tigela, coloque a farinha e a manteiga e vá esfarelando com as pontas dos dedos, até que a mistura fique granulada e úmida, com aparência de uma farofa grossa. Ainda será possível ver pedacinhos de manteiga envoltos na farinha. Adicione o ovo e misture com as mãos até formar uma massa coesa. Se estiver muito seca, adicione uma colher de sopa de água gelada. Trabalhe a massa um pouco, apenas até que seja possível formar uma bola. Se o dia estiver muito quente, deixe-a na geladeira por uns 30 minutos para que fique mais fácil de trabalhar.

4. Pré-aqueça o forno a 200 graus.  Divida a massa em duas partes iguais. Com uma delas, forre o fundo e as laterais de uma assadeira: você pode ir colocando a massa aos poucos e pressionando o fundo e as laterais com os dedos, ou então abrir com um rolo de massas e depois tranferir para a forma.

5. Distribua o frango com catupiry e depois coloque por cima o creme de milho (que a essa altura já deve estar em temperatura ambiente). Distribua o restante do requeijão por cima do creme em pequenos montinhos.

6. Abra com um rolo o outro pedaço da massa e use como tampa, pressionando com os dedos onde as duas massas se encontram para fechar bem a torta. Pincele a gema de ovo por cima e leve ao forno por cerca de 20 minutos, até dourar.

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Ternura por galinhas + Frango assado com vinagre balsâmico

Esse blog começou comigo contando uma história sobre a primeira galinha que conheci na vida e de como tivemos um pequeno “desentendimento” quando resolvi pegar um de seus pintinhos na mão. Ainda que essa tenha me dado um grande susto, continuei sempre adorando galinhas, principalmente as galinhas-d’angola – mas essas eu gosto bem à distância, já que são as mais nervosinhas de todas. Ainda que tenham personalidade forte, galinhas são animais muito simpáticos, né?

Fiquei pensando sobre isso ontem, quando fui mexer na minha estante e achei um livro chamado “As Frangas”, do Caio Fernando de Abreu. Também tenho o “A Vida Íntima de Laura” (que é uma galinha), da Clarice Lispector. Não é um pouco estranho uma pessoa ter dois livros cujos personagens principais são galinhas? Talvez  elas sejam um símbolo importante da parte da minha infância que passei em sítios. Então quem sabe pensar e ler sobre elas seja um jeito de relembrar, de materializar a saudade. Ou então é só porque é um animal legal, mesmo.

“Quando eu era do tamanho de você, ficava horas e horas olhando para as galinhas. Não sei por quê. Conheço tanto as galinhas que podia nunca mais parar de contar. Vou contar uma coisa meio enjoada de se contar. É o seguinte: sabe que a galinha tem um cheiro um pouco chato? Parece cheiro de cesto de roupa suja ou de quando a gente não toma banho todos os dias. Não é cheiro limpo não. Então embaixo das asas é aquela morrinha. Mas não faz mal. Todas as coisas têm mesmo um cheiro, não é?”
(…)
“É engraçado gostar de galinha viva mas ao mesmo tempo também gostar de comer galinha ao molho pardo. É que pessoas são uma gente meio esquisitona.”

Clarissa Lispector – A Vida Íntima de Laura

***

Frango assado com azeite balsâmico e mostarda
Muita gente por aí tem preconceito com frango porque diz que é uma carne seca e sem gosto. Mas é que o frango precisa de um carinho extra para pegar tempero, e é isso que a marinada dessa receita faz. Além disso, usar pedaços com osso também ajudam a manter a umidade e sabor do frango. Se puder, opte por um orgânico.

Adaptado daqui

Ingredientes

- 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
- 1 colher de sopa de mostarda Dijon
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 1 dente de alho picadinho
- 1 colher de sopa de azeite
- Sal e pimenta do reino moída na hora
- 1 quilo de frango em pedaços (eu usei peito de frango com osso e sobrecoxa)
- 2 colheres de sopa de vinho branco (ou outra bebida de sua preferência)

Como fazer

1.Num saquinho do tipo ziplock, coloque os pedaços de frango e os cinco primeiros ingredientes. Tempere com sal e pimenta, feche o saco e sacuda bem para que todos os pedaços estejam envolvidos no tempero. Deixe por mínimo 3 horas na geladeira, de preferência de um dia para o outro. Dê uma mexida no saco eventualmente durante esse tempo.

2. Pré-aqueça o forno a 200 graus. Coloque os pedaços de frango e a marinada numa travessa, cubra com papel alumínio e cozinhe por cerca de 15 minutos. Depois retire o papel e deixe-os até que dourem (cerca de 20 minutos).

3. Retire os pedaços de frango e reserve-os no prato que irá servir. Leve a assadeira para o fogão, ligue o fogo médio e entorne o vinho (ou a bebida que estiver usando). Mexa com uma colher para desprender o tempero que ficou grudado no fundo. Deixe o caldo engrossar um pouquinho e entorne sobre o frango. Sirva.

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Sinônimos de alegria + Brownie com nutella

Alegria: sf. 1. Qualidade ou estado de quem tem prazer de viver. 2. Contentamento, satisfação. 3. Achar dinheiro numa calça velha. 4. Achar um chocolate intacto numa calça velha. 5. Esse porco de botas. 6. Sexta-feira. 7. Pão de queijo saindo do forno no café da manhã. 8. Férias. 9. Férias e Curtindo a Vida Adoidado passando na Sessão da Tarde. 10. Happy hour na segunda. 11. Piscina gelada no calor escaldante. 12. Here comes your man.

***

Brownies com Nutella
O segredo desse brownie é a etapa em que é preciso bater vigorasamente a massa por um minuto. Isso influencia na textura final, por isso não pule essa parte! E não deixe o brownie passar do ponto no forno, ou ele ficará ressecado. Você também pode fazê-lo sem a nutella e as castanhas. Mas por que ia querer fazer isso?

Adaptado do livro Ready for Dessert, do David Lebowitz

Rendimento: 9 a 12 pedaços

Ingredientes

- 6 colheres de sopa (85 gramas) de manteiga (sem sal ou com), cortada em pedacinhos
- 225 gramas de chocolate amargo (acima de 50% de cacau) picado
- ¾ de xícara de açúcar
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 2 ovos grandes
- ¼ de xícara de farinha
- ½ xícara de castanhas picadas (ou nozes, ou amêndoas, ou avelãs…)
- 1/2 xícara de Nutella

Como fazer

1. Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma quadrada de 20X20 cm e depois cubra com papel manteiga ou papel alumínio, de forma que o papel cubra o fundo e duas laterais, deixando um pouco de papel extra nessas laterais, formando duas alças. Isso ajudará na hora de desenformar. Unte também por cima do papel. (Se a sua assadeira não for deste tamanho, considere dobrar a receita).

2. Numa panela média e em fogo baixo, derreta a manteiga. Adicione o chocolate e mexa até que esteja tudo incorporado. Fora do fogo, misture o açúcar e a baunilha. Adicione os ovos, um de cada vez, misturando bem a cada adição.

3. Adicione a farinha e coloque um timer para contar um minuto. Durante esse tempo, mexa vigorosamente a massa. Força nos braços! Pode ser que no início a massa parece que vai separar, ou que está granulada, mas no final do minuto ela estará densa, cremosa e brilhante.

4. Adicione as castanhas e mexa para incorporar. Entorne a massa na forma preparada. Coloque a Nutella no microondas por cerca de 20 segundos, apenas para amolecê-la. Com ajuda de uma colher, entorne a Nuttela aos poucos por cima da massa. Depois pegue uma faquinha e, com ela em pé, faça movimentos de redemoinho, criando um desenho de curvas que misturam Nutella e massa de brownie.

5. Asse por cerca de 30 minutos ou até que o topo esteja fosco e craquelado, e uma faca bem fina inserida no meio saia praticamente seca. É importante lembrar que o centro do brownie ainda estará úmido.

6. Espere esfriar completamente e passe uma faquinha pelas laterais para ajudar o brownie a soltar. Com ajuda das alças de papel, retire-o da forma. Corte em quadrados e sirva. Para cortar, use uma faca grande, tipo de chef, e passe-a em água corrente cada vez que cortar uma fileira, enxugando com papel-toalha depois. A faca limpa deixa o corte mais bonito.

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Flanelinhas de texto + Salmão com crosta de amêndoas

Da série “diálogos reais”:

1.
- Mas aqui não é “o evento acontece na semana que vem”, é “o evento vai acontecer na semana que vem”.

- É, pode ser assim, está correto. Mas na linguagem jornalística se usa o verbo no presente para deixar a notícia mais atual e próxima do leitor.
- Mas isso não faz sentido, porque a coisa ainda vai acontecer, ou seja, é no futuro mesmo.
- Eu entendo a questão gramatical, só estou querendo te mostrar que, jornalisticamente falando, o texto fica mais ágil com o verbo no presente.
- Mas….
(continua discutindo até me fazer desistir e escrever “vai acontecer”).

2.
- Você escreveu ministro com letra minúscula.
- É com letra minúscula mesmo, pois se refere ao cargo. Apenas o seu ministério é com maiúscula.
- Mas é o ministro! É o mi-nis-tro. E se fosse o presidente?
- Também seria com minúscula.
- Mas é o presidente!

3.
- Nesse trecho o nome do homem está vindo antes do nome da mulher, tá errado.
- Tá errado por quê?
- A regra diz que o nome do homem tem que vir DEPOIS do nome da mulher no texto.
- Olha, não existe essa regra em termos de redação ou gramática.
- É lógico que existe, todo mundo sabe dessa regra…

Se eu fosse um médico, o paciente não ia discutir o diagnóstico comigo. Podia desconfiar, questionar, podia até pedir uma segunda opinião, mas não ia discutir comigo. Se eu fosse um arquiteto, ninguém ia pedir para arredar tal coluna mais para a esquerda se eu falasse que aquele jeito não era o certo. Mas eu não sou nada disso, eu escrevo; aí todo mundo tenta, como diria uma amiga, “manobrar” meu texto…

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Salmão com crosta de amêndoas
Uma receita clássica e saudável que combina texturas e sabores. É fácil de fazer e faz bonito na mesa – bom para impressionar os convidados do jantar! Só tome cuidado para não deixar o salmão assar demais, senão ele ficará ressecado.

Ingredientes

- 1/4 de xícara de amêndoas picadas (30 gramas)
- 1/4 de xícara de farinha de pão
- 1/4 de colher de chá de coentro em pó
- 1/8 de colher de chá de cominho em pó
- 2 fiés grandes de salmão (cerca de 250  gramas cada)
- 2 colheres de chá de suco de limão
- 1/2 colher de chá de sal
- 1/4 decolher de chá de pimenta do reino moída na hora

Como fazer

- Pré aqueça o forno a 250 graus e ajuste a grade para o lugar mais alto do forno. Forre uma assadeira com papel alumínio (com o lado fosco para fora) do tamanho suficiente para embrulhar os pedaços de salmão. Unte levemente com manteiga.

- Numa prato raso, misture a farinha de pão, as amêndoas picadas, o coentro e o cominho.

- Tempere os filés com o sal, a pimenta e o suco de limão. Passe um pouco de azeite em cada um. Trabalhando com um filé de cada vez, encoste o topo dele (lado oposto da pele) na farinha, pressionando levemente para aderir. Tranfira-os para a assadeira e salpique mais farinha por cima se necessário, lembrando de pressionar de leve para formar a crosta.

- Levante os lados do papel alumínio e deixe-o aberto, como se fosse uma cesta, de modo que a crosta do salmão fique exposta. Leve ao forno por cerca de 15 minutos, até que a carne fique um tom de rosa claro. Teste com um garfo, tirando um pedacinho do canto, para saber se a carne está macia. Sirva com um fio de azeite.

Dicas!

- Para fazer sua própria farinha de pão, passe um pão de sal velho (daqueles que já ficaram bem duros) pelo ralador. Ou então faça torradas e coloque no liquidificador/processador.
- Para tirar a pele das amêndoas, coloque-as numa vasilha e jogue por cima água fervente até que fiquem totalmente cobertar. Deixe descansar por uns dez minutos e as casquinhas vão sair facilmente.

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