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Sobre o amor + Quiche de abobrinha com polenguinho

Eu, que sempre me achei uma mulher “moderna” – por falta de uma expressão melhor – outro dia me peguei pensando no final de uma comédia romântica: por que o amor não pode ser assim? Por que não podemos viver aquela corrida para o abraço, o beijo com trilha sonora, o pedido de casamento inusitado?

A resposta mais óbvia seria: porque a vida não é desse jeito; porque aquilo é ficção, é feito para mexer com a fantasia das pessoas e não para retratar a realidade. Eu tenho uma resposta melhor: mesmo se a vida fosse assim, e tenho certeza que algumas pessoas no mundo tiveram esse tipo de momento, não é disso que vive o amor.

O amor vive de miudezas. De gestos que quase passam desapercebidos no dia-a-dia. Como quando a outra pessoa nota que você está ficando doente e traz um remédio e um copo de água sem você pedir. Compra seu biscoito favorito. Pára no meio de um dia caótico no trabalho para te mandar uma mensagem. Guarda o melhor pedaço de pizza para você. Alegra-se com sua alegria. Fica do seu lado nos momentos que nem você gostaria de estar consigo mesmo.

Pelo menos é assim que eu enxergo. Para mim, essas pequenas grandes coisas são tijolinhos que vão construindo o amor numa relação. Não que no meio dela não possam haver “tijolões”, os tais “momentos de filme”. Mas poucos tijolos grandes sozinhos não são capazes de construir algo forte.

Da próxima vez que eu assistir a um filme e tiver de novo essa sensação boba de que o amor precisa de um grande gesto romântico para existir, não vou deixar Hollywood me enganar. Vou me lembrar que o amor precisa mesmo é de alguém que estica a coberta para te cobrir no meio da noite.

***

Quiche de abobrinha com polenguinho
Demora um pouquinho para ficar pronta, mas não vale dizer que fazer quiche é difícil. A receita pode ser usada como uma base para variar o recheio: já fiz com damasco e gorgonzola, linguiça calabresa, tomatinhos e manjericão…

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Ingredientes

Para a massa

- 150 gramas de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubinhos
- 1 ovo gelado
- 2 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo
- 1/4 de colher de chá de sal
- 1 a 2 colheres de sopa de água gelada

Para o recheio

- 4 ovos
- 1 xícara de chá de de creme de leite, de preferência fresco
- 1/2 xícara de leite integral
-  1 xícara de queijo minas ou emmental ralado
- 1 abobrinha italiana bem verde
- 6 polenguinhos
- sal, pimenta-do-reino e noz moscada à gosto

 

Como fazer

1. Para fazer a massa no processador, junte a farinha e o sal e pulse para misturar. Adicione a manteiga e continue pulsando, até que a massa fique parecendo uma farofa grossa: alguns pedaços de manteiga estarão do tamanho de ervilhas, outros maiores ou menores.

2. Coloque o ovo, bata rapidamente e em seguida derrame a água aos pouquinhos – pode ser que você não precise usar tudo. Nessa etapa, deixe bater por intervalos mais longos, até que se forme uma bola de massa no processador.

3. Se for fazer a massa com as mãos, misture a farinha com o sal, coloque a manteiga e vá esfarelando com as pontas dos dedos, até obter a consistência explicada acima. Coloque o ovo, misture rapidamente e coloque a água gelada aos poucos, trabalhando com as mãos o mínimo possível até conseguir uma bola de massa. Siga como explicado acima. Cuidado para não trabalhar demais, ou a massa ficará dura.

4. Entorne a massa na bancada, faça uma bola, amasse num formato de disco, embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por no mínimo uma hora e no máximo um dia.

5. Enquanto a massa está na geladeira, prepare o recheio. Rale a abobrinha e transfira para uma peneira. Aperte com aos mãos para retirar o excesso de água. Numa vasinha, bata com um garfo ou um batedor de arames os ovos, o creme de leite e leite. Adiciones a abobrinha e o queijo, misture e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz moscada ralada à gosto.

6. Para abrir a massa, tire da geladeira e trabalhe um pouco com as mãos para que ela perca o “gelado”. Faça novamente uma bola e achate com as mãos, formando um disco espesso. Enfarinhe a bancada e o rolo de massas e vá abrindo do centro da massa para as bordas, usando pouca força, até que a massa fique fina, com cerca de 3 mm. Alivie a pressão na borda para que ela não fique mais fina que o restante da massa. Não tem problema se não ficar redondinha: dá pra consertar na hora de colocar na forma.

8. Enrole a massa no rolo e transfira para a forma. Passe o rolo por cima das beiradas da forma para tirar as aparas e use-as para cobrir alguma fenda. Use os dedos para ajeitar a massa na forma e aperte contra o fundo e as laterais para forrar direitinho.

9. Leve a forma para a geladeira por 15 minutos. Enquanto isso, preaqueça o forno a 200 graus.

10. Para pré-assar a massa, estenda um pedaço de papel alumínio sobre ela e encha de feijões. Eles servirão como um peso impedirão a massa de inflar. Asse por 25 minutos ou até que fique levemente dourada. Retire do forno, tire o papel alumínio e guarde os feijões para a próxima torta ou quiche: como estão secos, não são bons para cozinhar.

11. Abaixe o forno para 180 graus. Espere a massa amornar e cubra com o recheio. Pique os polenguinhos e distribua-os por cima. Leve ao forno novamente por cerca de 30 minutos, até que o topo esteja dourado e uma faca saia sem recheio ao ser enfiada no meio da quiche. Sirva quente ou em temperatura ambiente.

 SAMSUNG

 

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Jacarés imaginários + Quibe assado recheado com coalhada

Acho que toda criança passa por aquele processo de descobrir que uma coisa que você acreditava piamente que existia não é real. Tem esses momentos que parecem ser comuns a muita gente, como ficar sabendo que papai noel é uma invenção e aquele cara de barba branca no Natal era seu tio disfarçado. O que eu acho mais engraçado, no entanto, são os casos em que a criança acredita numa coisa muito particular e específica, muitas vezes boba demais para comentar com as outras pessoas. E aí, depois de se passarem anos, e na maioria das vezes sem querer, pimba: ela descobre a verdade.

Isso já aconteceu tantas vezes comigo que acho melhor nem comentar todas. Pega mal, né? É que eu era uma criança excessivamente imaginativa. Talvez porque me entediava muito facilmente, daí cismava de inventar coisas e passava a acreditar nelas como se não tivessem saído da minha cabeça. O processo de perceber isso começou na adolescência, com um caso que nunca vou esquecer. Eu morava em frente a um colégio estadual e, nos fins de semana, meus amigos e eu entrávamos lá por debaixo do portão para brincar no terreno. A brincadeira durou até que a escola ganhou novos portões, sem frestas por onde podíamos passar. Anos e anos depois, comentando dessa época com minha mãe, eu disse assim:

- Mãe, lembra daquela época que eu brincava no colégio lá e tinha um tanque com uns jacarés filhotes?
- (…)

Depois de um tempo sem falar nada, ela riu e disse que nunca tiveram jacarés na escola; eu que tinha inventado isso na época. Muito revoltada, eu briguei e discuti dizendo que tinham sim jacarés, num tanquinho com água, em frente a quadra de futebol…

Sei que agora, pensando friamente, a ideia de uma escola com jacarés é absurda. Entendo que naquele momento eu deveria ter pensado que era bem mais provável que aquilo tivesse sido imaginação. Mas eu tinha essa imagem nítida dos jacarés lá, da gente observando meio de longe e depois cutucando a pele grossa de um deles com uma graveto bem comprido. Eu “lembro” de tudo. E até hoje tenho essa cena na minha cabeça, mesmo sabendo (bom, pelo menos de acordo com a minha mãe e com o bom senso geral) que aquilo não existiu.

Há alguns anos estudei sobre memória para escrever um artigo e essa história me voltou muito à cabeça. Aprendi com os teóricos que a memória é uma construção dinâmica, feita cada vez que nos lembramos de alguma coisa. Não se refere ao movimento de apenas guardar uma coisa e pegá-la de volta depois, como fazemos com um suéter de inverno. Ela muda, se renova, se recria. Não é um reflexo do acontecimento em si, mas do tipo de sentido que imprimimos naqueles fatos. E o que eu fiz com a história dos jacarés não foi guardar a lembrança do tanque real, mas da narrativa que criei para ele.

Hoje percebo que possuo muitas memórias desse tipo, das histórias que eu inventava sobre coisas que aconteceram. E é muito engraçado essa sensação de não saber se você viveu mesmo aquilo ou se está só lembrando da invenção. Picasso dizia: “tudo o que você pode imaginar é real”. Acho que estou com ele nessa.

***
Quibe assado com recheio de coalhada seca
Eu nunca tinha feito ou provado quibe assado e ainda assim me deu um desejo louco de comer isso outro dia. Pesquisei várias receitas na internet e acabei fazendo uma combinaçaõ de todas – então você também pode brincar um pouco com os temperos.Fica delicioso como petisco ou acompanhado de uma bela salada!


Massa:
- 250 gramas de trigo para quibe
- 500 gramas de carne moída (usei patinho)
- 3/4 de xícara de azeite
- 1 cebola pequena
- 1 xícara de hortelá fresca
- 1/2 colher de chá de pimenta síria (ou pimenta-do-reino moída na hora mais uma pitada de canela)
- 1 colher de chá de sal
- 1/2 xícara de castanha de caju
- 2 dentes de alho
- Suco de um limão

Recheio:
- 200 gramas de coalhada seca (se você não encontrar a coalhada, pode usar requeijão ou então creme de ricota misturado com um pouco de suco de limão)

Como fazer

1. Deixe o trigo de molho em uma bacia com água morna por cerca de 30 minutos, até que ele absorva a água e fique inchado.

2. Pré-aqueça o forno a 250 graus. Unte com azeite uma assadeira média.

3. No liquidificador ou processador, bata o azeite, a cebola, a hortelã, a pimenta, o sal, a castanha de caju, o alho e o suco de limão. O resultado será uma pastinha de temperos.

4. Coloque a carne moída numa tigela e adicione os temperos batidos. Vá retirando o trigo do molho aos poucos, apertando bem cada punhado com as mãos para tirar o excesso de água. Junte-o à carne e amasse tudo com as mãos, trabalhando bem para dar liga, até que a massa fique homogênia e macia.

5. Coloque metade da massa da forma, nivelando com as mãos. Espalhe a coalhada e depois coloque o restante da massa por cima. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por cerca de 20 minutos, até que a carne adquira uma cor cinza. Retire o papel alumínio e deixe por mais 10 minutos ou até criar uma casquinha no topo. Cuidado para não assar demais, ou o quibe irá ressecar. Retire do forno, corte em quadrados e sirva.

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Mixtape 5 – Férias + Torta de frango com catupiry e creme de milho

Ficar de pijama o dia todo, beber mojito no almoço, maratona de “Friends”, tomar  sorvete às 4 da tarde (ou da manhã), cinema na primeira sessão, suspirar no sofá da sala, receitas que precisam de horas, viajar ouvindo um cd antigo, viajar de verdade para um lugar novo, visitar aquele lugar de sempre…

férias…

***

Torta de frango com catupiry e creme de milho
Essa é aquela torta tipo empadão, presença certeira nas festinhas e lanches de quando era criança. É gostosa comida quente, em temperatura ambiente e até direto da geladeira – e ainda é um bom jeito de reaproveitar sobras.

Inspirada aqui.

Rendimento: uma torta pequena de 20cm X 20cm

Ingredientes

Massa

- 250 gramas de farinha de trigo (2 xícaras + 1 e 1/2 colher de chá)
- 125 gramas de manteiga gelada cortada em cubinhos
- 1 ovo
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 a 2 colheres de água gelada (se necessário)
- 1 gema para pincelar

Recheio

Frango:
- 350 gramas de frango cozido e desfiado (cerca de 2 xícaras)
- 7 colheres de sopa requeijão Catupiry (ou outro de sua preferência)

Creme de milho:
- 200 gramas de milho
- 1 e 1/2 xícara de leite
- 1/2 cebola picadinha
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 2 folhas de louro

Como fazer

1. Misture o frango desfiado com 5 colheres do requeijão. Reserve as outras 2 para a finalização.

2. Para o creme de milho, aqueça o leite com as folhas de louro. Quando ferver, deligue e retire as folhas. Em outra panela, derreta a manteiga e adicione a cebola, mexendo até começar a dourar. Adicione então a farinha e frite um pouco, mexendo sempre. Vá colocando o leite quente aos poucos, sem parar de mexer para não empelotar. Junte o milho e desligue o forno. Use um mixer manual para bater a mistura ou então coloque-a no liquidificador/processador. Quando formar um creme, volte com ela para o fogão e cozinhe em fogo baixo até uma engrossar um pouco, como um mingau ralo. Tempere com sal, noz-moscada e pimenta do reino. Deixe esfriar e prepare a massa enquanto isso.

3. Para a massa, numa tigela, coloque a farinha e a manteiga e vá esfarelando com as pontas dos dedos, até que a mistura fique granulada e úmida, com aparência de uma farofa grossa. Ainda será possível ver pedacinhos de manteiga envoltos na farinha. Adicione o ovo e misture com as mãos até formar uma massa coesa. Se estiver muito seca, adicione uma colher de sopa de água gelada. Trabalhe a massa um pouco, apenas até que seja possível formar uma bola. Se o dia estiver muito quente, deixe-a na geladeira por uns 30 minutos para que fique mais fácil de trabalhar.

4. Pré-aqueça o forno a 200 graus.  Divida a massa em duas partes iguais. Com uma delas, forre o fundo e as laterais de uma assadeira: você pode ir colocando a massa aos poucos e pressionando o fundo e as laterais com os dedos, ou então abrir com um rolo de massas e depois tranferir para a forma.

5. Distribua o frango com catupiry e depois coloque por cima o creme de milho (que a essa altura já deve estar em temperatura ambiente). Distribua o restante do requeijão por cima do creme em pequenos montinhos.

6. Abra com um rolo o outro pedaço da massa e use como tampa, pressionando com os dedos onde as duas massas se encontram para fechar bem a torta. Pincele a gema de ovo por cima e leve ao forno por cerca de 20 minutos, até dourar.

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Pão com cerveja preta do Game of Thrones

Hoje quem vai escrever aqui é o Mário, o fã mais fã que eu conheço da série de livros Crônicas de Gelo e Fogo (no original em inglês A Song of Ice and Fire) do autor George R. R. Martin. No último domingo estreou a segunda temporada de Game of Thrones, programa de TV exibido pela HBO baseado nesses livros. Eu nunca li as histórias, mas gostei demais da primeira temporada. Então convidei o Mário para falar um pouco sobre os livros, que já venderam mais de 10 milhões de unidades no mundo todo e estão na lista de mais vendidos no Brasil. E de quebra ganhei uns elogios no final! ;)

A Song of Ice and Fire é, sem dúvidas, a melhor coisa que li nos últimos anos. Falo sem medo. Muita gente torce o bico para os livros, principalmente porque são de fantasia (com castelos, espadas, um cenário medieval, etc). Mas eu sempre defendo dizendo que é uma literatura bastante madura, bem escrita e “de gente grande”.

A qualidade do texto que se vê em cada um dos livros – até agora são cinco, de prováveis sete – é algo realmente difícil de encontrar por aí. Cada palavra é colocada em seu lugar por um motivo, cada uma tem um propósito, além de um significado maior que a própria palavra, se encaixando de várias formas dentro da obra. O trabalho é minucioso e a impressão é de que o tempo inteiro o autor tem o controle completo de todas as letras que estão ali. É Literatura com L maiúsculo.

Como se não bastasse a qualidade da escrita em si, o homem é um verdadeiro mestre do desenvolvimento de personagens. Os livros não têm foco nos “fatos” da história que se desenrola, mas na visão dos personagens sobre o que está ocorrendo. Não é raro você odiar certos personagens enquanto são vistos pelo ponto de vista dos outros, mas mudar de ideia quando são eles narrando a história. Você entende do que cada um desses personagens é feito.


Mas o que isso tudo tem a ver com comida? Eu vim aqui para uma receita, oras! Pois não se afobe, caro leitor. O mesmo cuidado no desenvolvimento dos personagens ou das tramas que se desenrolam nos livros, o autor também usa para descrever as comidas. Cada refeição – desde um banquete no castelo a uma caça preparada na fogueira – tem cor, cheiro e sabor. É impossível ler e não ficar com água na boca. E é esse esmero que vejo aqui toda semana com cada receita da Marina. O cuidado com os detalhes e a maneira sagaz de passar cada sensação pelo texto é o que fazem desse blog um canto tão diferente dessa internet afora.

Apreciem um típico pão preto de Westeros e lembrem-se: “winter is coming“.

***

Pão com cerveja preta
A receita desse pão vem de um blog genial, o Inn at the Crossroads, em que eles fazem receitas baseadas nas comidas citadas nos livros do da série Crônicas de Gelo e Fogo. Além de ser muito fácil de fazer, resulta num pão macio e de sabor marcante. Ótimo para acompanhar sopas ou ser comigo com uma boa manteiga.

Rendimento: 2 pães grandes
Tempo de preparo: 4 horas

Ingredientes

- 350 ml de cerveja preta
- 2 e 1/4 de colher de chá (7 gramas) de fermento biológico seco instantâneo
- 2 colheres de sopa de mel
- 1 ovo
- 2 colheres de chá de sal
- 4 a 5 xícaras de farinha (eu usei 3 xícaras de farinha branca e 1 de farinha integral. Lembrando que a quantidade de farinha pode variar muito de acordo com o tipo de farinha e o clima, então tenha uma quantidade a mais reservada)

Como fazer

1. Numa tigela grande, adicione o fermento e depois a cerveja, misturando levemente para que o fermento dissolva. Deixe descansar por cerca de 5 minutos, até que se forme uma espuma fina.

2. Adicione o ovo levemente batido, o mel e o sal. Vá colocando a farinha aos poucos, misturando com as mãos ou com uma colher grande, até que seja possível formar uma bola de massa coesa. A massa não deve estar grudenta, mas ainda estará “colando” levemente nas mãos, como se fosse um durex fraquinho.

3. Enfarinhe uma superfície lisa e sove a massa por cerca de 10 minutos, adicionando um pouco mais de farinha quando necessário. Forme uma bola e volte com ela para a tigela. Cubra com um pano e deixe num canto escuro e quente (eu gosto de deixar dentro do forno desligado) por cerca de uma hora ou até que a massa dobre de tamanho. Dependendo do clima do dia, esse tempo pode variar bastante. No dia que fiz estava quente e a massa levou só meia hora para crescer.

4. Soque a massa para tirar o ar, divida em duas partes iguais e dê o formato desejado para o pão. Separe duas assadeiras, unte levemente com azeite e coloque cada pão em uma. Deixe crescer novamente por duas horas.

5. Pré-aqueça o forno a 220 graus. Enfarinhe levemente o topo dos pães e leve-os para assar por cerca de 30 minutos, ou até que fiquem com uma casca dourada. Deixe esfriar por alguns minutos e sirva.

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Mixtape 04 – Meus anos 90 e nuggets caseiros

Para terminar a onda de nostalgia que comecei com os posts da semana passada, tá aí uma mixtape com o que eu ouvia em 96,97… Quando eu não tinha o menor problema em gostar de Spice Girls e Nirvana ao mesmo tempo.

De todas as coisas que comia nessa época, uma delas deixou de frequentar meus pratos desde então: nuggets. Naquele tempo todo mundo consumia congelados/processados sem a menor preocupação – na verdade era bem legal poder comprar lasanha e hambúrguer direto do freezer do supermercado. Depois que entendi que nuggets são feitos de todo tipo de sobra de aves “mecanicamente separadas” banhadas em amônia, corantes e conservantes, dei adeus para eles. Mas agora resolvi relembrar dessa época fazendo uma versão caseira deles. Para comer ouvindo “Ohhhh we’re half way there! Oh oh livin’ on a prayer!”

Nuggets caseiros
Para preparar essa receita eu usei uma dica que aprendi quando morei nos EUA, mais especificamente na Georgia, o “estado do frango empanado”: fazer uma marinada no leite. Isso deixa a carne úmida, mesmo indo ao forno.  Se quiser aquele aspecto mais “compactado” dos nuggets, você pode processar a carne, adicionar um ovo para dar liga, formar os pedacinhos com a mão e depois seguir passando na farinha. Também deixo com você a opção de fritar: até acho que ficariam mais saborosos, mas fazer fritura é algo que realmente não curto. Além disso gostei bastante do resultado do forno; sequinhos por fora e macios por dentro.

Rendimento: cerca de 15 nuggets

Ingredientes
- 300 gramas de peito de frango limpo (de preferência orgânico)
- 3/4 de  xícara de leite
- 1 dente de alho picado
- 1 e 1/2 colheres de sopa de salsinha fresca picada
- 1/3 de xícara de farinha de milho amarela (do tipo flocada)
- 3 colheres cheias de parmesão ralado
- 1/2 colher de chá de pápicra picante em pó
- Sal e pimenta do reino à gosto

Como fazer

1. Parta o peito de frango em pedaços pequenos, com cerca de 5 cm de comprimento. Numa tigela média, misture o leite, o alho picado e a salsinha. Tempere com sal e pimenta e junte os pedaços de frango. Deixe-os nessa marinada por cerca de uma hora.

2. Pré-aqueça o forno a 220º. Forre uma assadeira média com papel manteiga e unte levemente por cima.

3. Misture numa vasilha a farinha de milho, a páprica e o parmesão.

4. Vá tirando os pedaços de frango da marinada, mantendo-os ainda úmidos de leite. Passe-os na mistura de farinha, cobrindo-os totalmente e apertando levemente para a farinha aderir na pele do frango.

5. Transfira-os para a assadeira preparada e leve ao forno por cerca de 20 minutos, virando-os no metade do tempo. Sirva quente.

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Chuva de verão e bolo de baunilha

Primeiro venta um vento de pedaços de flor e cheiro de mato com toque de hortelã. O sol se esconde  no canto direito das nuvens. O céu se decide por um cinza-amarelado. Aí aparece devagar e baixinho: plim, plom, plam. Plim, plim. Plam. O plim, veja, traz quase uma preguiça, como se as gotas estivessem enrolando para cair – “ah nem, hoje não…”  O plam já começa a ser mais  decidido e, junto com o plom, sabe onde quer molhar. E o brum… esse chega a ser arrogante. Vem com luzes e estrondos e não deixa ninguém dar opinião no que ele pretende fazer. Faz barulho, afasta bicho, pessoa. Sempre tão ranzinza.

Depois tudo pára.

Fica pra trás só a melancolia que se respira em dias de chuva.

***

O bolo de baunilha perfeito
BH está tendo um verão bem nublado, que dá vontade de comer um bolinho fofo e saboroso. Eu queria um de baunilha e, de todas as receitas testadas, essa foi a favorita. Ótimo para acompanhar um chá ou ser comido com frutas frescas. Funciona também como base para bolos recheados ou em forma de cupcakes. A receita dá para uma forma pequena, como indicado abaixo. Se quiser fazer numa forma maior, considere dobrar as quantidades.


Receita levemente adaptada daqui.

Ingredientes

- 1 xícara + 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 2 colheres de sopa de maizena
- 1 e 1/4 de colher de chá de fermento
- 1/2 de colher de chá de bicarbonato em pó
- 1/2 colher de chá de sal

- 2 ovos grandes
- 1/2 xícara + 1 colher de sopa de açúcar
- 1 e 1/2 colher de chá de extrato de baunilha puro
- 1/2 xícara de óleo
- 1/2 xícara de buttermilk (nada mais é do que o leite talhado. Para fazer, na xícara que for medir, acrescente 1/2 colher de chá de vinagre ou suco de limão e complete com o leite até a metade. Deixe por cerca de 10 minutos até que t

Como faz

1. Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte e enfarinhe uma forma quadrada de 20 cm de diâmetro.

2. Peneire juntos, por três vezes, a farinha, a maizena, o fermento, o bicarbonato e o sal. Isso ajuda a deixar o bolo mais fofo. Reserve.

3. Na batedeira, bata os ovos por cerca de 40 segundos. Adicione o açúcar e bata mais, cerca de 30 segundos. Ainda batendo, junte o óleo e a baunilha.

4. Com a batedeira na velocidade baixa, adicione metade da mistura de farinha, bata, depois metade do buttermilk. Em seguida, junte o restante da farinha e o restante do buttermilk. A mistura fica bem rala.

5. Derrame na forma preparada e leve ao forno por cerca de 30 minutos, ou até que um palito espetado no centro saia seco.


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Revelações e um picolé de cereja

A primeira grande revelação que tive na infância não foi que os bebês não vinham da cegonha ou que o Papai Noel não existia. Na verdade, não me lembro de acreditar em nenhuma das duas coisas. O que lembro ter me causado muito espanto, ainda criança, foi que a logo da Antárctica era formada por dois pinguins – até então eu via apenas dois olhos pretos!

Da mesma forma, a logo do Carrefour para mim nada mais era do que duas setas, uma azul e outra vermelha (o que não fazia sentido algum enquanto marca de um supermercado, mas quem fica pensando sobre isso?). Depois de mais velha, me contaram que existia um “c” branco que se formava no encontro das setas (queria muito que alguém lendo isso estivesse tendo essa revelação pela primeira vez).

Não querendo estragar sua infância ou seus valores, mas esses foram outros fatos bombásticos que descobri ao longo dos anos:

- O pelo do urso-polar não é branco.  Apesar de parecer que eles tem pelagem branca, na verdade ela é incolor.  Cada pelo é como se fosse um tubo oco, translúcido, que reflete a luz do sol e mostra a cor branca.

- Golfinhos são um tipo de baleia. As baleias e os golfinhos são da mesma ordem dos Cetáceos, que se dividem em duas sub-ordens: as baleias com dentes e as sem dentes. Os golfinhos que compõem a família Delphinidae são baleias com dentes.

- Cerejas em calda pode ser pedaços de chuchu. Provavelmente o potinho de vidro que você comprou com o rótulo “cereja ao marasquino” tem a fruta de verdade. Mas muitas padarias e confeitarias usam uma versão falsa, bem mais barata, feita de chuchu. Isso porque esse vegetal absorve a cor e o sabor de qualquer coisa. Mas como saber a diferença? No mercado, cheque os ingredientes no rótulo. E nas sobremesas, repare: as cerejas em calda de verdade tem uma concavidade onde antes ficava o caroço. As feitas de chuchu são bolinhas perfeitas.

- As cenouras costumavam ser roxas. Quando surgiram há 5.000 anos, no Afeganistão, as cenouras eram roxas. Existiam também espécies amarelas. As cenouras laranjas que consumimos hoje provavelmente foram resultado de mutações da espécie amarela e também de cruzamentos feitos por fazendeiros, especialmente na Holanda – que, dizem, queriam um vegetal laranja que combinasse com a bandeira do país.

- O personagem Patropi usava uma máscara. Fofão e Patropi eram feitos pelo mesmo ator, Orival Persini, e os dois usavam MÁSCARAS feitas pelo próprio. É sério!

E você, qual revelação teve que te fez pensar “meu mundo caiu”?

***
Picolé de cereja e iogurte
Não sou fã de cerejas em calda, principalmente porque normalmente as que vendem em supermercados têm muitos corantes e aromatizantes. Mas às vezes a gente encalha com um vidrinho em casa, principalmente em época de cestas de Natal… Então, eis uma idéia para usá-las além de na decoração de sobremesas. Esse picolé tem gostinho de bala, além disso é refrescante e facílimo de fazer.

Rendimento: depende da forminha, mas nos copinhos pequenos renderam 4.

Ingredientes

- 1 pote (200 gramas) de iogurte natual
- 6 cerejas em calda (só as cerejas, sem a calda, ok? rsrs)
- 3 colheres de chá de mel
Copinhos e palitos de madeira

Como faz

1. Bata todos os ingredientes no liquidificador ou processador. Prove para saber se está adoçado ao seu gosto.

2. Distribua o líquido em forminhas de picolé ou copinhos. Você pode usar também copos descartáveis. Se não tiver usando forminhas específicas, coloque o palito no meio e use dois outros palitos para segurá-lo no lugar, como na foto abaixo.

3. Leve para o congelador por cerca de três horas. Na hora de desenformar dos copinhos, passe-os em água morna.

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Chocolate cura mau-humor? (e um cookie triplo de chocolate)

Chocolate não é Batman e sozinho não consegue te salvar do mal da humanidade. Mas ele pode sim amenizar a revolta contra o mundo em algumas situações. Segue uma lista pessoal de indicações e contra-indicações do uso terapêutico do cacau:

* Britadeira que começa às 7h da manhã no único dia que você pode dormir até mais tarde.
Cura, em doses cavalares

* Trabalhar durante 12 horas sendo que 10 delas envolveram fazer apresentações em Power Point.
Cura, sem medo de superdosagem

* Decoração de Natal dos shoppings, especialmente aquelas que envolvem personagens do Shreck ou árvores que falam.
Cura

* Ter que explicar seu problema várias vezes para diferentes pessoas no call center de algum serviço.
Explicar até três vez : cura. Mais do que isso, não cura

* Pagonejo.
Não há estoque de Toblerone que cure o mau humor da existência desse gênero musical

* Natal e ano-novo caírem no sábado e domingo.
Não cura, mas a gente tenta, com muito chocotone

* Gente que liga 8 vezes seguidas, não é urgente e não percebe que você não pode (ou bem provavelmente não quer) atender o telefone naquele momento.
Não cura

* SUA CAIXA DE MENSAGENS ESTÁ CHEIA e outras coisas que só o e-mail da empresa te proporciona.
Cura

* Aquele carro que para tão colado no seu que só dá para sair da vaga depois de cinco minutos de manobra.
Cura

* Domingo à noite.
Não cura

* Sair com uma pessoa para jantar e ela não desgruda do celular a noite inteira.
Cura – pede logo um petit gateau e deixe a pessoa pra lá.

***
Cookie triplo de chocolate
Se é para curar mau humor, a receita tem que ser de respeito: a desse cookie leva, no total, quase 500 gramas de chocolate para meia dúzia de biscoitos! Parece exagero, mas quando você provar, vai entender. É o melhor remédio chocolítico de todos os tempos!

Receita do livro “Nigella Express”.
Rendimento: 12 a 14 cookies, dependendo do tamanho

Ingredientes

- 125 gramas de chocolate amargo com 70% de cacau
- 150 gramas de farinha de trigo
- 30 gramas de cacau em pó
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1/2 colher de chá de sal
- 125 gramas de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
- 75 gramas de açúcar mascavo peneirado
- 50 gramas de açúcar cristal
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 ovo gelado, recém tirado da geladeira
- 300 gramas de chocolate meio amargo em gotas ou pedacinhos*

Como fazer

1, Pré-aqueça o forno em 180ºC. Derreta as 125 gramas de chocolate amargo no microondas (leve os chocolate picado em potência média e mexa de 30 em 30 segundos) ou no banho-maria. Reserve.

2. Peneire e misture os ingredientes secos juntos (farinha de trigo, cacau, bicarbonato de sódio e o sal).

3. Na batedeira, bata a manteiga e os açúcares até que fique cremoso e homogênio. Adicione o chocolate derretido e misture com uma colher. Acrescente a baunilha e o ovo gelado e volte a bater, apenas até que tudo esteja bem misturado.

4. Junte os ingredientes secos, bata para incorporar e junte os pedaços de chocolate por último.

5. Para modelar, use uma colher de sorvete ou forme bolas com a massa. A minha rendeu 16 cookies grandes. Não precisa nivelar, eles vão para o forno redondinhos mesmo.

6. Leve ao forno em uma assadeira grande forrada com papel-manteiga. Lembre de deixar um espaço de 4 dedos entre os cookies, pois eles espalham na assadeira. Eu fiz assim: coloquei os 16 dividios em duas assadeiras. Uma eu levei para assar e a outra pus direto no congelador. Quando eles congelaram, tirei da assadeira e guardei num saquinho fechado para assar mais tarde. =)

7. Os cookies assam por cerca de 15 minutos. Para saber se estão prontos, enfie um palito: ele não deve sair com massa. Se por acaso espetar num pedaço de chocolate derretido, tente em outra parte.

8. Retire do forno, deixe esfriarem por 5 minutos na assadeira e depois transfira para uma grade para esfriarem por completo.

* A receita pedia 350 gramas, mas como eu estava usando o chocolate picado e alguns pedaços acabam ficando grandes, achei melhor fazer com 300 gramas.

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Cheeseburguer e fritas – essa talvez seria minha última refeição

O que eu escolheria para comer se soubesse que seria minha última vez?

Se pudesse optar por qualquer coisa no mundo, seria a carne moída com purê de batatas da minha mãe. Se não tivesse essa alternativa, iria de cheeseburguer e fritas (o que não deixa de ser uma variação de carne moída e batatas), o pedido mais popular entre os presos americanos no corredor da morte.

A última refeição oferecida aos condenados é uma prática herdada da antiguidade, que talvez fosse um gesto de misericórdia ao prisioneiro, ou alguma superstição relacionada ao medo de uma assombração futura. A tradição persiste em países que possuem pena de morte, como nos Estados Unidos, em que 36 estados adotam esse sistema. Em nenhum deles o prisioneiro pode escolher livremente sua última refeição – há um limite baseado no valor e no que pode ser feito ou comprado localmente.

O fotógrafo londrino James Reynolds reproduziu os pedidos finais de prisioneiros condenados à morte

Em setembro deste ano o Texas aboliu essa tradição, mas o estado possui registro de todas as últimas refeições concedidas entre 1982 e 2003. As mais comuns são alguma variação cheeseburguer e fritas. Em segundo lugar aparece bife, depois frango frito e sorvete.

Uma nação viciada em fast-food? Talvez. Mas é bom lembrar que o quê entendemos hoje como fast-food nada mais é do que uma forma de produzir industrialmente comidas americanas tradicionais, que até então eram (e em muitos lares ainda são) preparadas em casa. Ou seja, no fim das contas, os prisioneiros optam pela comfort food, por algo que lembre a infância ou a família.

Nem os maiores chefs do mundo escolheriam algo elaborado como última comida. No trabalho My Last Supper, a fotógrafa Melanie Dunea explorou quais seriam as últimos refeições de 50 chefs famosos. Caviar e foie gras foram citados, mas não pela maioria. Tom Colicchio, por exemplo, disse que gostaria do molho gravy feito por sua mãe. Já Bill Telepan queria sorvete de baunilha.

Enquanto eu escrevia esse texto e devaneava sobre qual seria meu último banquete,  a resposta do grande chef inglês Marcos Pierre me fez questionar a real pertinência de uma comilança final. “Não consigo me imaginar fantasiando sobre minha última refeição. Comida seria irrelevante nesse momento da vida”.
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(Lembrando que sua chance de ganhar um IPOD e kit de azeites Cocinero ainda está rolando… vai lá!)

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Cheeseburguer com cebola dourada e bacon + batatas (que parecem fritas, mas são assadas)
Eu sou da opinião que receita de hambúrguer é igual de feijão, é bem particular e por isso cada um tem a sua. Dos testes que já fiz, essa versão foi a que mais gostei. As cebolas e o bacon são uma dica de preparo. Agora, a batata… esse é o melhor jeito de fazer batatas. Ficam crocrantes por fora e macias por dentro. E a gente come com menos culpa, né, porque não são fritas!

Para o hambúrguer:
Receita do Jamie Oliver, levemente adaptada
Rendimento: 6 hambúrgueres

Ingredientes

500 gramas de patinho ou fraldinha moída apenas uma vez
½ cebola roxa bem picadinha
1 ovo pequeno
1 colher de chá de parmesão ralado
½ xícara de farelo de pão (rale um pão amanhecido ou use farinha de rosca)
½ colher de chá de mostarda dijon
½ colher de chá de sal
¼ de colher de chá de cominho
¼ de colher de chá de pimenta do reino moída na hora
Fatias de queijo prato ou mussarela

Como faz

1. Aqueça um pouco de azeite num frigideira pequena e refogue a cebola até que esteja macia, sem dourar.

2. Numa tigela, junte a cebola aos outros ingredientes e misture bem. Eu gosto de fazer uma teste para saber como está o tempero: formo um “mini-hambúrger”, do tamanho de uma tampa de refrigerante, e o preparo numa frigideira como no passo 4. Depois de pronto, eu consigo provar o tempero e, se for o caso, adicionar o que está faltando à massa de carne.

3. Faça seis bolas e depois achate-as, dando a forma de um hambúrguer. Coloque-os numa tábua ou travessa forrada com papel manteiga e leve à geladeira por cerca de uma hora.

4. Prepare os hambúrgueres em um grill ou numa frigideira untada com azeite. Quando estiverem dourados dos dois lados, coloque as fatias de queijo por cima e abafe (com a tampa da panela ou do grill) para que ele derreta. Sirva.

Para as batatas:
Rendimento: duas porções grandes

Ingredientes
- 6 batatas médias (procure comprar todas do mesmo tamanho, para que cozinhem uniformemente)
- ½ colher de sopa de farinha de trigo
- 2 colheres de sopa de azeite

Como fazer
1. Ligue o forno em 250 graus. Coloque água para ferver em uma panela grande.

2. Lave as batatas e parta cada uma em duas metades, e cada metade em três partes, sempre na longituginal, formando palitos grossos. Quando a água ferver, coloque os palitos de batata e conte 7 minutos.

3. Logo que colocar as batatas para ferver, entorne o azeite em uma assadeira e leve-a para o forno.

4. Quando terminarem os 7 minutos, escorra as batatas e deixe o vapor sair um pouco. Salpique a farinha por cima das batatas e coloque um prato em cima do escorredor. Segure firme o prato e o escorredor e sacuda as batatas, para “machucá-las” um pouco.

5. Com muito cuidado, retire a assadeira com azeite do forno e entorne as batatas nela, mexendo um pouco para que elas fiquem envoltas no azeite. Depois arrume-as de forma que um dos lados de cada pedaço esteja em contato com a assadeira.

6. Leve ao forno por cerca de 30 minutos, até que um dos lados esteja dourado. Vire-as e deixe que dourem do outro lado por cerca de 20 minutos.

7. Retire as batatas, deixe-as escorrerem um pouco num prato com papel-toalha, coloque sal e sirva quente.

Para as cebolas:
- Pique uma cebola roxa em tiras de mesmo tamanho e espessura. Isso é importante para que todos os pedaços cozinhem por igual. Se tivermos pedaços muito diferentes entre si, alguns “queimarão” e outros não chegarão ao ponto ideal. Misture as cebolas à uma colher de azeite. Leve ao fogo bem beixo baixo, em uma frigideira pequena, mexendo sempre. Pingue um pouco de água de tempos em tempos, se necessário, para evitar que a cebola queime. Quando estiver dourada, desligue o fogo e reserve.

Para o bacon:
- O bacon PERFEITO é feito no forno. Fica crocante e não faz sujeira. Ligue o forno a 250 graus por 15 minutos. Forre uma assadeira com papel-manteiga e disponha as tiras de bacon. Leve ao forno até que estejam crocrantes. Tranfira-as para um prato forrado com papel toalha, deixe secar e use no hambúrguer.

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Bolo de cenoura e outros lanches de coleguinhas

Minha infância foi cercada de comidas deliciosas e posso dizer que algumas delas não saíram da minha casa. Eram merendas alheias ou  lanches feitos pelas mães dos colegas nos encontros para fazer trabalho em grupo (que na maioria das vezes envolviam decorar cartazes na cartolina rosa e montar maquetes no isopor).

Quando tinha uns 4 anos, lembro-me de encher os olhos e a boca ao ver o lanche da Laurinha, minha fiel companheira da pré-escola. Em vez de ser preparado por sua mãe, era trazido por uma merendeira contratada e tinha sempre coxinha quentinha, bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro, maria-mole… Uma outra amiguinha dessa época, Verônica, eu acho, levava um tipo diferente de bolo todos os dias. De laranja, limão, fubá. E ela sempre me dava um pedaço, menos quando era bolo de coco gelado – esse ela comia sozinha sem nem olhar para o lado.

Na casa da Maíra, aos 5, me impressionei ao ver pipoca colorida na mesa. Rosa, azul, verde, roxa. Na minha cabeça não havia explicação lógica para aquela coisa pular colorida da panela. Parecia mágica. Mais tarde eu entendi que era corante – e confesso que perdeu um pouco a graça.

Nenhum lanche superava os feitos pela Marinês, mãe da Camila, amiga que conheci na primeira série e que foi da minha sala até a oitava. Foram muitos anos de trabalho em grupo e comilanças.  Além dos tradicionais pão de queijo e cachorro-quente, ela fazia uma torta fria de de pão de forma, maionese e frango em várias camadas. Parecia esquisita, mas era uma delícia. E o bolo de cenoura com a cobertura de chocolate que formava uma casquinha. Esse era campeão.

A merenda que minha mãe fazia para mim e os lanches que cozinhava para meus amigos também eram uma delícia, só que uma coisa é certa: comida filada é bem mais gostosa.

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Bolo de cenoura com cobertura de chocolate
Com sabor de infância, esse bolo fica bem fofo e tem aquela cobertura clássica que vira uma casquinha depois de fria. Para comer assistindo “Curtindo a Vida Adoidado”.

A receita do bolo é da Lena Gasparetto. A calda foi por minha conta.

Ingredientes

Bolo

- 3 cenouras grandes picadas (cerca de 300 gramas)
- 1/2 xícara de chá de óleo
- 4 ovos
- 2 xícaras de chá de açúcar
- 1 colher de chá de baunilha
- 2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de sal

Cobertura:

- 3 colheres de sopa de chocolate em pó
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de leite

Como faz

1. Pré-aqueça o forno em 180°. Unte e enfarinhe uma forma retangular.

2. No liquidificador ou processador, bata a cenoura, os ovos, o óleo, o açúcar e a baunilha. Se você quiser pedacinhos de cenoura na massa, bata apenas até que tudo esteja homogênio. Se quiser o bolo mais liso, deixe batendo por uns 4 minutos.

3. Despeje a massa numa tigela e  acrescente aos poucos a farinha peneirada com o fermento e o sal, misturando bem com um batedor de arames.

4. Despeje na forma preparada e asse por cerca de 40 minutos, ou até enfiar um palito no centro e ele sair limpo.

5. Para a cobertura, leve todos os ingredientes ao fogo em uma panelinha até que se misturem e formem uma calda espessa.

6. Espere o bolo esfriar e desenforme. Espalhe a cobertura, deixe ela secar um pouco e corte em quadrados.

Dicas:
- Eu, apressadinha, não esperei nem o bolo nem a cobertura esfriarem para cortar. Não aconselho fazer isso. Os pedaços ficam mais bonitos e fáceis de cortar se você esperar como descrito no modo de preparo.
- Se você gosta do bolo com bastante casquinha, faça uma receita e meia ou dobre as quantidades da cobertura.

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