(…) Encontro Gourmet 2013 – Melhores Momentos

Este ano passei meu aniversário de um jeito diferente: no dia 2 de novembro fui para São Paulo para participar, com dezenas de blogueiros de comida, do Encontro Gourmet, evento organizado por Sandra Reis, do blog Caldeirão da Bruxa Solar, Dani Abolin, do Cinebistrot e Cecilha Padilha, do Yes we cook.

Essa foi a segunda edição do encontro, que como o próprio nome diz, é um jeito dos foodbloggers se conhecerem e trocarem experiências. Também funciona como uma feira de gastronomia, em que diversas marcas deste universo apresentam seus produtos e lançamentos. Algumas delas, inclusive, patrocinam os workshops que acontecem durante o dia.

Eu elegi aqui os melhores momentos do Encontro Goumert 2013:

1. Encontrar blogueiros que admiro e conhecer gente nova

Essa com certeza foi a melhor parte do encontro: conhecer pessoalmente gente que até então eu só conversava pela internet. Foi muito bom encontrar a Maria Capai, do Diga Maria!, que sempre foi uma inspiração para mim, e a Joana Pelegrino, do Apetite, que além de ser uma fofa, é um poço de conhecimento sobre comida. Também vi por lá o Vitor Hugo, do Prato Fundo, talvez o blog que acompanho há mais tempo, e a Lylia Diógenes, do Simples Assim, uma das primeiras leitoras do Sal de Bolinha. Ainda fiz amizade com um monte de gente nova, como a Paula Su, do blog Dim Sum Café.

Maria, Joana e eu!

Maria, Joana e eu!

2. Conhecer a Simone Izumi – e os chocolates da Simone Izumi

Sempre admirei muito a história da Simone, que largou a vida de arquiteta para se dedicar aos doces. E doçura é mesmo a palavra que a define. Ela foi muito carinhosa e atenciosa comigo, mesmo quando eu não arredava o pé do estande do Chocolatria, comendo as amostras dos chocolates sem parar… Fiquei até sem graça de ter comido tantos – se minha mãe estivesse lá, teria me dado um beliscão -, mas era mais forte do que eu. O bombom de chocolate recheado com caramelo e flor de sal é o melhor que já comi.

Sou tiete da Simone e assumo!

Sou tiete da Simone e assumo!

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Sente o drama…

3. Participar de uma degustação às cegas

Imagine a cena: várias pessoas vendadas em uma sala escura, tateando a comida para conseguir provar e adivinhar o que é. Foi assim que experimentamos os pratos elaborados pela Dani Padalino, chef do buffet Banqueteria Nacional: no escuro e com as mãos. Na minha turma, ninguém conseguiu adivinhar totalmente o que eram os pratos, até porque todos eles tinham ingredientes brasileiros bem exóticos, como as frutas pouco conhecidas araçá e mangaba e a semente de amburana. Também comemos aviú, um micro camarão do Pará, e carne de javali com purê de batatas na manteiga de patchouli (que até então, para mim, era uma planta usada para fazer perfume ruim).

O mais louco de tudo foi comer todos os pratos com as mãos (higienizadas, claro), inclusive o purê. Posso dizer que foi uma experiência libertadora. Há algo de ancestral em descobrir como se come com as mãos; em poder raspar um prato com os próprios dedos.

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Entrando na sala de degustação, onde é tudo escuro MESMO!

Ó só que fofinho o aviú! O dedo da Maria Capai, que estava sentada do meu lado, serviu para mostrar como é pequeno mesmo.

Ó só que fofinho o aviú! O dedo da Maria Capai serviu para mostrar como é pequeno.

4. Conhecer o trabalho da Dani Padalino, chef da Banqueteria Nacional

Depois da degustação às cegas, a Dani Padalino montou uma mesa de cozidos brasileiros: mojica de pintado, vatapá de lagostim, frango com pequi e pipoca, picadinho de filé mignon com macadâmia e uma terrine de cream cheese, jabuticaba e castanha-do-pará, servido com chips de mandioquinha, cará, inhame e beterraba. Eu fiquei simplesmente encantada com o trabalho de pesquisa de ingredientes brasileiros da Dani e com o maneira criativa com que ela resgata comidas típicas de vários estados.

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Tinha tanto lagostim nesse vatapá que nem precisava ficar “pescando”

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A terrine com os chips de legumes

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Filé com macadâmia – uma combinação que eu nunca teria pensado!

 

5. Aprender mais sobre azeites

De todos os workshops que participei, o de azeites foi o mais interessante. O especialista em Paulo Freitas nos mostrou quais são as diferenças entre os tipos de azeite e como combiná-los com a comida. Aprendi que existem mais de 1.200 tipos de azeitonas para fazer azeites e que a acidez não tem nada a ver com sabor: simplesmente indica que o produto foi processado da forma correta.

Na degustação, o objetivo era identificar quatro tipos principais de características: frutado, verde ou maduro, amargo e picante. Experimentando cada tipo, entendi que quanto mais maduro o azeite, mais suave ele é, ou seja, quanto mais jovem, mais intenso. Nunca mais comprarei azeites do mesmo jeito!

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6. Ver de perto o fenômeno dos chefs-celebridade

No workshop com Edu Guedes, chef do programa Hoje em Dia, da Record, e no do Rodrigo Oliveira, do Mocotó, eu vi de perto como alguns chefs brasileiros ganharam uma aura de ator global, com mulheres enlouquecidas e vários pedidos de autógrafo e de fotos. Por lá passaram também os apresentadores do programa Homens Goumert e, por onde iam, um grupinho de fãs seguia. Quem precisa de Jamie Oliver?

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Edu Guedes em um mar de cliques

Rodrigo Mocotó jogando aquele charme para a plateia

Rodrigo Mocotó jogando aquele charme para a plateia

Fazendo uma balanço geral, foi um evento muito interessante. As organizadoras, que tiveram um trabalhão para montar o encontro, merecem meu agradecimento e reconhecimento. Espero que no próximo ano os workshops tragam mais informação e menos “cozinha ao vivo” – que é um formato legal, mas acaba não sendo tão enriquecedor. Até 2014!

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4 Resultados

  1. Flávia Dorado disse:

    Parabéns Nina! Muita informação bacana…adorei. Estou torcendo para ter um encontro desses aqui em Brasília… haha.

  2. Cintya Maria disse:

    Olá Marina!
    Passei para conhecer a sua cozinha e adorei o que encontrei.
    Sentamos juntas em um dos workshops e de volta para casa, tentei achar você e o seu blog. Fiquei feliz em te conhecer e só lamento por não termos conversado tanto. Espero conseguir isso no próximo EG.
    Adorei a sua postagem, muita clara e bem resumida. As fotos ficaram lindas!
    Esse encontro foi mesmo muito bacana!
    Beijocas

    • marina maria disse:

      Ei Cintya! Eu fiquei um pouco enlouquecida no EG, muita gente, muita coisa, muito comida… Também tive a sensação de que gostaria de ter conversado mais com algumas pessoas, como você. Tenho certeza que teremos outras oportunidades! Obrigada por ter passado por aqui. Um beijo!

  1. 19 de novembro de 2017

    […] nem tudo estava perdido! Encontrei com a Joana, minha coordenadora de pós-graduação e conheci a Marina, do Sal de Bolinha! Confiram o que ela escreveu sobre o evento também! E que venha […]

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