30 nuncas – Livro dos recordes, food truck e cabelo novo

O “30 nuncas” é um projeto pessoal em que eu me proponho a fazer todos os dias, durante o mês de abril, uma coisa que nunca tenha feito antes. Todas as terças, posto receitas com ingredientes ou técnicas que experimentei pela primeira vez. E às sextas, faço um apanhado de como foi a semana em busca de novidades.

17 de abril, sexta-feira – Assistir a um filme de criança depois de adulto

Foi complicado achar um filme que eu tenha assistido só na infância, afinal, cresci vendo Sessão da Tarde e seus filmes repetidos. Além disso, meus favoritos, como “Labirinto – A magia do tempo” e “Mágico de Oz”, eu assisti várias vezes depois de adulta. Sobraram então os filmes de princesa. Escolhi A Bela Adormecida por ter sido o que menos me lembrava e tive duas constatações: a primeira, de que a estética desse filme é realmente maravilhosa, diferente de todos os outros da Disney (fui descobrir depois pelo Google que é graças ao artista Eyvind Earle, que cuidou das cores e dos cenários do filme). A segunda, de que essa história de príncipe que beija a princesa enquanto ela está dormindo, sem nem saber se ela quer, não tem nada de romântico. Aliás, não é o tipo de “conto de fadas” que deveríamos contar para crianças.

18 de abril, sábado – Participar de um evento do Guinness Book

BH entrou para o livro dos recordes como a cidade onde foi feito o maior feijão tropeiro do mundo. Foram 3 toneladas do prato (o registro anterior era de 500 quilos) e eu estava lá: o evento foi na praça Duque de Caxias, no Santa Tereza. Entrei na fila, debaixo de uma solão, peguei meu pratinho e sentei perto de uma árvore. Achei que faltou tempero e o feijão tropeiro tava meio seco, mas valeu pela experiência. Agora, quem chegou depois de 13h, se deu mal: pegou mais de duas horas de fila e bebeu cerveja quente. Como diz uma brincadeira que rolou no dia: “se não batermos o recorde do maior feijão tropeiro, com certeza já garantimos o de maior fila para comer um feijão tropeiro”.

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19 de abril, domingo – Comer em um foodtruck

Eu nunca comprei muito essa ideia de comida de rua “gourmetizada”. Resolvi dar o braço a torcer e experimentar comer em um foodtruck durante um evento que reuniu vários deles no Parque Municipal. Foram dois sanduíches e eles estavam bem gostosos, mas não o suficiente para mudar minha opinião: kombi vendendo comida a preço de restaurante pra mim não dá.

20 de abril, domingo – Fazer uma lasanha do início

Na verdade eu nunca tinha feito lasanha, muito menos uma em que todos os componentes fossem feitos em casa: a massa, o molho a bolonhesa e o molho branco. Só vou contar de verdade como foi no post de semana que vem. 😉

21 de abril, terça-feira – Passar o dia todo sem reclamar de nada

Ainda que não me ache pessoa mais reclamona do mundo, confesso que me irrito muito facilmente com as coisas. Esse dia foi um exercício de tolerância e paciência – teve hora que achei que não ia conseguir. Terminei o dia pensando: se a gente reclamar só pra dentro, em pensamento, será que é tão ruim quanto reclamar em voz alta?

22 de abril, quarta-feira – Encontrar com um amigo que fiz pela internet

Sabe aqueles amigos que a gente faz pelas redes sociais, sem nunca encontrar de verdade? Eu tenho um monte deles. E resolvi conhecer pessoalmente um deles, a Gabi Barbosa, de um blog que eu adoro, o Teoria Criativa. Ela é muito querida e a gente bateu altos papos sobre a vida, o universo e tudo mais.

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23 de abril, quinta-feira – Cortar o cabelo sem levar nenhuma referência pro cabelereiro

Desde os 4 anos eu corto cabelo no mesmo salão, com a mesma pessoa. E mesmo assim, confiando totalmente nas mãos do Wiler, eu sempre levo alguma referência de como quero o corte. Antigamente levava recortes de revista, hoje levo imagens no celular. Sempre sei exatamente como quero que fique. Resolvi experimentar uma coisa nova – ou melhor, uma não, duas: fui em um cabelereiro novo e não levei nenhuma imagem de corte pra ele. Foi engraçado porque ele ficou mais ansioso que eu – disse que não estava acostumado com essa liberdade toda, ainda mais sem conhecer meu cabelo. No final das contas, acho que foi uma experiência legal para nós dois: eu adorei o corte e parece que ele se divertiu.

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5 Resultados

  1. Alan Alves disse:

    Um dia sem reclamar deveria ser menos difícil né, mas são tempos tão estressantes que nós vamos nos moldando a eles. Quanto ao corte, o que seria cNo? Mas ficou bem legal!
    E sim, menos raio gourmetizador nas nossas comidas!
    Forte abraço.

  2. Maria Thereza disse:

    Adorei a ideia! E o cabelo ficou ótimo…

  3. Eloisa disse:

    Tá linda. Imagino que o dia sem reclamar de nada não foi o mesmo do feijão tropeiro… 😉

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