(…) Fragmentos do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes

Nos últimos dois fins de semana eu trabalhei na produção do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes. O Festival era dividido em três tipos de atividades: a parte de gastronomia, com jantares fechados e barracas de restaurantes nas praças; a programação artística, com show de música e performances teatrais; e os cursos, oferecidos em parceria com o SENAC. Eu fiquei envolvida nessa última parte, responsável pelo Espaço Degustação, que oferecia gratuitamente para o público degustações de queijo, café, whisky, vinho, chocolate, cachaça, cerveja e mais um bocado de coisa.

É engraçado pensar que minha primeira vez no Festival de Gastronomia foi trabalhando. Isso quer dizer que eu quase não aproveitei a programação: além da correria, quem já fez produção sabe que o trabalho é pesado, inclusive fisicamente (ficar de pé durante horas, carregar muitas caixas, andar muito de um lado pro outro, etc). No final do dia eu só queria cama. Ainda assim, foi bem legal estar bastidores do Festival. Aprendi muitas coisas novas – tanto sobre a cidade quanto sobre comida – e conheci muita gente interessante. Esse post é uma coleção de fragmentos dos dias intensos que vivi por lá.

Antes disso, preciso agradecer a minha amiga Raquel, que foi quem me levou para o Festival, pela confiança no meu trabalho; a equipe dos cursos, Talita, Henrique e Ananda, pela parceria em todos os momentos; a todo o pessoal envolvido na produção, pela paciência, carinho e ajuda e aos palestrantes pela gentileza e profissionalismo. Até ano que vem!

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– Minhas primeiras viagens à Tiradentes foram na época da faculdade, durante o Festival de Cinema, que acontece em janeiro. Participei uns quatro anos seguidos e parei de ir quando tudo começou a ficar caro demais. Ainda que as pousadas e restaurantes não caibam mais confortavelmente no meu bolso como antes, continuo sentindo uma familiaridade gostosa com a cidade.

– Uma das cenas mais legais do Festival era as pessoas tomando vinho na praça. Você podia comprar uma taça (dessas de verdade, não as de plástico) e uma garrafa de vinho a preços justos e sair pela cidade bebendo. Detalhe: quando eu vi “taça DE vinho” no cardápio, achei que era uma taça COM vinho. Quando o moço me entregou a taça de vinho vazia, entendi de era uma taça PARA vinho. Como uma preposição faz diferença, né? rsrs.

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festival de gastronomia de tiradentes 2014-22 – Das coisas esquisitas que comi: larvas desidratadas e grilos cobertos com chocolate. O primeiro não sei descrever o gosto, o segundo parece um BIS sabor grama.

– Queijo harmoniza melhor com cerveja que vinho e a qualidade do whisky tem mais a ver com o tipo de barril em que foi envelhecido do que com a idade. Quem diria.

– Alguém me disse que o melhor hambúrguer do Brasil estava em Tiradentes. Descubro que o título foi resultado de uma votação do Tripadvisor e o dono do lugar, chamado Hambúrguer do Zé, ficou preocupado com a expectativa das pessoas. A lanchonete é bem pequena e simples, quase um trailler, mas o hambúrguer é realmente muito bom: a carne é feita lá e vem ao ponto, bem suculenta, o pão é macio e amanteigado e o bacon é bem fritinho. Talvez seja o melhor custo-benefício que já provei: o sanduíche custa só R$ 10!

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– Sou sentimental demais com comida. Fiquei com dó da tartaruga que foi preparada em um dos cursos. Sei que não tem lógica: a vida dela não vale mais do que a de uma galinha que eu como, por exemplo. Mas que apertou meu coração, apertou.

– Ainda sobre ser sentimental: me encantei com o trabalho da Heloisa Collins, que faz queijos de cabra em Joanópolis, SP. Todas as cabras delas têm nome e uma ficha com informações “pessoais” desde que nasceram. Como não amar alguém que dá o nome de Laura e Penélope pras suas cabras?

– Outra Heloisa que amei conhecer foi a Lupinacci, editora do Paladar. Nós já tínhamos trocado alguns e-mails há muitos anos e foi muito especial poder finalmente nos encontrar. Descobri que ela é ainda mais gente boa pessoalmente, com uma energia gostosa demais.  A Helô conduziu uma degustação de cervejas artesanais de São Paulo e a turma dela foi das mais animadas. No final do curso, eles foram pra praça beber o restante das cervejas e curtir a tarde em Tiradentes.

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As Heloisas: Collins, com seus queijos de cabra, e Lupinacci, com as cervejas artesanais de São Paulo.

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– Daí que você tá com fome, sede, seu pé está doendo sem parar e o corpo parece que não responde mais. De repente, você olha pro fim do dia atrás da serra e parece que a energia se renova. Acho que a gente tem mais fôlego quando trabalha numa cidade bonita.

– Descobri que gosto mais de ipês amarelos que rosas.

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7 Resultados

  1. Talita disse:

    Adorei Marina…Lindo demais seu blog… Prazer te conhecer… Biju grande…

  2. Ananda disse:

    Marina, ficou otimo!!! Foi bom demais trabalhar com você. Beijo grande.
    Seu blog é lindo!!!

  3. Diana disse:

    Teu blog é massa demais! Sou fã!

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