Listas, listas listas + Pão rápido de cenoura ou abobrinha

Acho que a primeira lista que lembro de fazer foi lá pelos 10 anos. Mentalmente selecionei quais eram os melhores presentes de Natal que já havia ganhado. Um pouco mais velha, talvez lá pelos 12, escrevi no papel as características que meu futuro marido deveria ter – influenciada pelo filme “Da magia à sedução”. Posso dar vários outros exemplos de listas que passaram pela cabeça e pelo papel nesses anos, pois sempre achei divertido essa mania de enumerar coisas. É quase como uma tentativa de organizar o caos, de tentar arranjar em alguma ordem, dentro da infinidade de coisas e possibilidades que existem, aquelas que significam algo para você.

É claro que depois de adulto as listas ganham uma conotação bem mais chata, tipo lista de compras, lista de compromissos da semana, lista de afazeres no trabalho. Eu faço essas também. Só que continuo me divertindo listando coisas aleatórias, tipo “os animais que não são de estimação, mas poderiam ser”, entrando nessa seleção bichinhos como o coala e a coruja. Outro dia pensei em uma de “comidas que nunca mais vou comer”, lembrando no doce de amendoim da minha avó, a coxinha que vendia na escola, o bombom de coco da tia Ana e a lasanha que comi numa rua qualquer de Verona.

Um dia ainda vou fazer uma lista igual a do Jonathan Swift, autor de As Viagens de Gulliver. Ele descreveu as coisas que ele iria ou não fazer quando ficasse velho. Ele tinha 32 anos na época que escreveu a lista, que em si é meio estranha, afinal era o séc. XVII, mas a ideia de pensar no que você quer ou não ser daqui a 20 anos é muito boa. Uma coisa da lista dele que também estaria na minha: “não contar a mesma história para as pessoas repetidamente”. Outra boa ideia de lista é da Nora Ephron (dentre milhões de outras coisas, diretora e roteirista do Julie & Julia), que enumerou as coisas das quais ela não sentiria falta nem um pouco e aquelas que a fariam ter saudade. Ela escreveu essa lista em 2010, quando estava com câncer, e morreu dois anos depois. =/

Agora, a lista que acho mais sensacional de todas é a do Preston Sturges, um roteirista e diretor de cinema dos anos 40, que escreveu “11 regras para um filme ter apelo nas bilheterias”. Tantos anos depois, a lista dele ainda faz completo sentido na maioria dos filmes que fazem sucesso no cinema. Olha só:

11 regras para apelo das bilheteria:

1. Uma garota bonita é melhor do que uma feia.
2. Uma perna é melhor do que um braço.
3. Um quarto é melhor do que uma sala.
4. Uma partida é melhor do que uma chegada.
5. Um nascimento é melhor do que uma morte.
6. Uma perseguição é melhor do que uma conversa.
7. Um cachorro é melhor do que uma paisagem.
8. Um gatinho é melhor do que um cachorro.
9.Um bebê é melhor do que um gatinho.
10. Um beijo é melhor do que um bebê
11. Um tropeço engraçado é melhor do que qualquer coisa.

***

Pão rápido de cenoura
Repararam que tem um tempo que não aparece por aqui um pão tradicional, do tipo fermento biológico, sova e etc, né? Me chamem de preguiçosa, não ligo. Com uma receita dessas, que fica pronta rapidinho e é deliciosa, não tem porque se envergonhar!

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Receita da maravilhosa Heloísa Bacellar

Ingredientes

– 1 ½ xícara (chá) de cenoura ralada no grosso (ou abobrinha italiana bem verde, ou uma mistura dos dois, como eu fiz)
– 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
– 2 colheres (chá) de fermento em pó
– ½ colher (chá) de sal
– ¼ de colher (chá) de bicarbonato de sódio
– Uma pitada de pimenta do reino
– ¾ de xícara (75 gramas) de parmesão ralado
– 1/3 xícara de óleo
– 2 ovos

Como fazer

1. Preaqueça o forno a 180 graus. Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês.

2. Numa tigela grande, misture a farinha, a cenoura (ou abobrinha), o sal, o fermento e o bicarbonato. Mexa até que pareça uma farofa grossa.

3. Na batedeira ou com um batedor de arames, bata os ovos, o óleo e o parmesão até ficar um creme amarelo-claro volumoso. Adicione os ingredientes líquidos aos secos, misturando com uma espátula.

4. Despeje na forma, alisando o topo, e leve ao forno até que a parte de tima esteja dourada e um palito saia seco ao ser inserido no centro do pão. Espere esfriar um pouco, desenforme e corte em fatias.

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DICAS
– A cenoura e abobrinha podem ser substituídos por beterraba ou até batata-baroa (mandioquinha). Você pode incluir na massa também milho ou azeitona.
– Essa pão rápido também pode ser assado em forminhas de muffin ou até em uma assadeira comum, virando assim uma torta salgada.
– O queijo dá um sabor bem especial para a massa, mas ela também dá certo sem. Se decidir não usar, lembre-se de acertar o sal.

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13 Resultados

  1. Regiane disse:

    Cadê a Rúbia ?

  2. Rúbia Guimarães disse:

    Será que fica legal substituindo a metade da farinha por integral?Alguém já tentou?

  3. Stefany disse:

    Vou tentar fazer com beterraba… Será que vai ficar bom ?! kkk

  4. Nani disse:

    Amei! Será que dá pra fazer no liquidificador?

  5. Eloisa disse:

    Ainda… esqueci de dizer que já fiz esse pão também, com ótimos resultados e avaliações!

  6. Eloisa disse:

    Dou a maior força para a menor força! Besos minha linda e criativa amiga virtual!

  1. 3 de dezembro de 2013

    […] Pão rápido de abobrinha ou cenoura – Pão sem sova – Pão de […]

  2. 13 de maio de 2014

    […] – Pão rápido de abobrinha ou cenoura […]

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