Família famosa e um gratinado de batatas e cogumelos

Manoel de Barros já apareceu por aqui nesse e nesse post. Só não apareceu mais porque me controlo, como toda boa fã deveria fazer. A relação que tenho com a poesia de Manoel  é diferente de todos os outros poetas que gosto. Parece que desde o primeiro livro que li me senti muito próxima não só de suas palavras, mas de sua pessoa. Quando vejo uma foto dele, tenho a sensação de estar vendo a foto de um conhecido. Mais do que isso: parece que ele é meu parente. Tipo um avô.

Tive esse mesmo sentimento quando fui ao primeiro show do Paulinho da Viola. Já gostava muito de suas músicas, mas quando o vi ao vivo, dedilhando o violão, pensei: “queria que ele fosse meu tio”. Sabe? Aquele tio que começa a tocar música depois que tomou uma cachacinha no churrasco? Que tem muita experiência de vida, fala manso e dá conselhos tanto aleatórios quanto geniais? É assim que imagino ele na minha família.

Com a Nigella isso acontece também. Depois de ver centenas de episódios dos programas dela e ler vários de seus livros, fiquei com a sensação de que ela poderia ser uma prima mais velha, dessas que mesmo distante (já que se mudou para Londres e lá seguiu a vida) ainda desperta carinho e admiração. Quando ela fala do jeito que gosta de cozinhar e de como organiza sua cozinha, consigo enxergá-la na minha casa, picando umas cebolas com minha faca meia-lua, pendurando panelas nos ganchos, enquanto a gente ri de alguma coisa boba. O sentimento de proximidade é tanto que assim que soube do caso de agressão de seu marido, parecia que tinha acontecido com alguém da família mesmo. Fiquei brava demais.

Será que é doidera minha sentir essa proximidade de pessoas famosas? Sei lá. Deve ser. Mas como diria meu tio de mentira, “eu sou assim… quem quiser gostar de mim, eu sou assim…”

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Gratinado de batatas e cogumelos
Esse gratinado já apareceu aqui em casa algumas vezes, e sempre que repito me impressiono de como é fácil e saboroso. É um ótimo acompanhamento para um frango assado!

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Adaptado do livro Nigella Express

Para uma pessoa com muita fome ou duas com fome moderada, como acompanhamento

Ingredientes

– 1 a 2 batatas grandes (350 gramas)
– 175 ml de leite integral (tem que ser integral!)
– 2 colheres de chá de vinho branco seco
– 1 colher de sopa de manteiga sem sal
– 1 colher de sopa de azeite
– 150 gramas de cogumelo fresco (eu usei paris, mas dá para fazer com qualquer outro)
– Sal, pimenta-do-reino moída na hora e noz moscada à gosto

Como fazer

1. Preaqueça o forno a 220°C e unte uma assadeira pequena com manteiga.

2. Corte as batatas em rodelas bem finas.

3. Coloque o leite, o vinho e as batatas em uma panela e leve para o fogo baixo. Tempere com sal, pimenta e noz moscada e misture bem. Deixe ferver por alguns minutos, até que a batata fique “al dente”.

4. Enquanto isso, corte os cogumelos em fatias finas. Aqueça a manteiga e o azeite numa frigideira grande em fogo alto. Junte os cogumelos (se a sua frigideira não for tão grande, faça isso em duas levas para que não forme água) e refogue até que murchem e fiquem dourados. Tempere com um pouco de sal e pimenta.

5. Fora do fogo, misture as batatas aos cogumelos e entorne tudo na forma. Arrume com uma colher para que as rodelas de batata fiquem espalhadas e leve ao forno por cerca de 45 minutos, ou até que as batatas estejam bem douradas.

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4 Resultados

  1. Roberta disse:

    Mas o que acontece se usar leite desnatado?

    • marina maria disse:

      Roberta, como o leite desnatado tem mais água e menos gordura, ele não deixa o gratinado tão cremoso quando o com integral. Eu já fiz com desnatado e acho que o resultado em termos de sabor e textura fica inferior. Mas você pode tentar! Depois volte para contar. Beijo!

  2. dea lucia disse:

    A gente que gosta de arte e de ser arteira sabe o que é isto. As vezes penso que é vontade de ter os meus dons e é isto que penso quanto vejo seus dons. ” Quando eu for gente quero ser igual a vc”