Dedicatórias + Pão de forma de coalhada

Todo livro tem dois tipos diferente de história. Tem a história que o autor escreveu e tem a história de como ele surgiu na prateleira da pessoa. E o significado de um livro para alguém acaba sendo a junção dessas duas coisas. Quando olho para minha estante ou folheio minha coleção, não me lembro apenas de enredos, mas também de pessoas queridas, aniversários, tristezas. Dos livros que comprei, muitas vezes me lembro até do exato momento em que paguei por ele: o que estava sentindo, porque queria aquele livro, em que loja estava.

Às vezes o objeto-livro conta sua história de forma física mesmo, com anotações, desenhos ou bilhetes que encontramos dentro deles. Dentro de um livro de receitas antigo da minha avó, encontrei um recorte de um jornal que falava sobre O Diário de Anne Frank, que tinha acabado de ser publicado – o jornal era de 1952. Fico pensando como era para minha avó ter vivido em um tempo em que o mundo estava em guerra….

Outras vezes, é a dedicatória que revela muito sobre a história do livro e, consequentemente, do leitor.

Eu adoro ler dedicatórias nos livros dos outros, mas sempre o faço com um pouco de constrangimento, como se estivesse presenciando uma troca muito íntima de intenções. Ao mesmo tempo, acho quase irresistível ler sobre a história daquele objeto. Talvez por isso eu goste tanto do blog “Eu te dedico”. Talvez também por isso eu tenha comprado um livro de fotografia que nem é tão bom, mas veio com a seguinte dedicatória:

“Dear Pam,

I hope you know what you’re getting yourself into. But in case in don’t, don’t worry: I’m here for you.

Love,

Dad”.

É possível amar um livro mais pela história que ele tem do que pela história contida nas páginas.

***
Pão de forma de coalhada
Com miolo mais denso e sabor mais leve, quase neutro, esse é o pão perfeito para fazer sanduíches. Além disso demanda pouca sova – meus braços agradeceram!

Adaptado daqui.

Ingredientes

– 125ml de coalhada fresca (comprei a minha num mercado de produtos árabes, mas já vi vendendo em supermercados, normalmente na sessão de iogurtes)
– 100 ml de água fervente
– 150ml de água fria
– 2 colheres de chá de sal
– 2 colheres de chá de açúcar
– 2 e ¼ de colher de chá de fermento biológico seco instantâneo
– 550 gramas de farinha de trigo

Como fazer

1. Numa tigela grande, misture a coalhada, a água fervente e a água fria. Adicione o sal, o açúcar e o fermento. Adicione a farinha aos poucos, mexendo primeiro com uma colher de pau, depois com as mãos, até formar uma bola. Tampe com um pano de prato e deixe descansar por 10 minutos.

2. Retire a bola da tigela, espalhe um pouquinho de óleo ou azeite numa superfície lisa e sove a massa por 10 segundos. Retorne a massa para a tigela, cubra e deixe por 10 minutos. Repita esse mesmo processo de sova rápida e descanso por mais duas vezes. Depois deixe a massa crescendo por uma hora.

3. Unte uma forma de bolo inglês média e cubra o fundo com um retângulo de papel manteiga, untando também por cima do papel. Retire a massa da tigela e abra com as mãos até formar um retângulo de uns 2cm de diâmetro. Enrole a massa como um rocambole e vire as pontas para baixo, selando-as. Coloque a massa na forma preparada com a fenda para baixo e aperte levemente com as mãos para que ele tome o formato da forma.

4. Deixe a massa crescer na forma por mais 60/90 minutos, até dobrar de tamanho.

5. Pré-aqueça o forno a 200 graus. Asse o pão até que o topo esteja bem dourado, cerca de 45 minutos.

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