Pesto brazuca (de manjericão, salsinha e castanha-do-pará)

UPDATE: 22/09/2013
Esse post era sobre um concurso, o único que fiz no blog até então, com a marca de azeites Cocinero. Como o concurso acabou, achei justo tirar as informações pra não causar confusão. A receita, no entanto, eu mantive porque é a que uso até hoje:

***
Pesto brazuca (de manjericão, salsinha e castanha-do-pará)

O pesto tem origem na Itália, na cidade de Gênova, lugar do melhor manjericão do mundo – dizem que é porque recebe a brisa do mar enquanto cresce. A erva italiana é bem diferente da que cultivamos por aqui: além de ter as folhas maiores e mais largas, tem sabor mais doce; enquanto a nossa, por conta do solo brasileiro, é mais ácida e mentolada. Para um pesto original, então, é preciso encontrar manjericão italiano, pinoles, queijo pecorino e parmigiano reggiano. Como esses ingredientes são difíceis e/ou caros de encontrar por aqui, eu faço uma versão adaptada. Para resolver o problema do manjericão, uso-o em conjunto com a salsinha, que torna o molho mais suave. Os pinolis eu substituo por castanha-do-pará (algumas pessoas usam nozes – eu não gosto por achar que o sabor delas domina o molho). E no lugar dos queijos, um parmesão de boa qualidade.

Ingredientes

– 1 dente de alho
– 1 e 1/2 xícaras de folhas de manjericão fresco (quase 2 maços grandes)
– 1/2  xícara de chá de salsinha (cerca de ½ maço pequeno)
– 3 castanhas-do-pará
– 4 colheres de sopa cheias de parmesão fresco ralado na hora (35 gramas)
– ¾ de xícara de chá de azeite
– Sal a gosto (de preferência sal grosso)

Como faz

1. Lave bem os maços das ervas, retire as folhas e seque-as.

2. Esquente uma frigdeira no fogo alto e jogue as castanhas, mexendo até que fiquem levente douradas. Pique-as grosseiramente e reserve.

3. No liquidificador ou processador *, bata as folhas, o alho, a castanha e o parmesão no modo “pulsar”. Quando estiverem já em pedacinhos, vá adicionando o azeite aos poucos, enquanto pulsa, usando uma espátula para raspar as laterais de vez em quando, até que tudo esteja incorporado.

4. Prove e acerte o sal. Como o queijo já é salgado, eu não costumo adicionar sal depois. Nesse ponto, você pode também adicionar mais queijo ou castanha, se achar necessário. Mas lembre-se que as ervas são as estrelas do molho, portanto, é o sabor delas que deve se destacar.

5. Guarde em um pote fechado na geladeira por até 3 dias ou congele em forminhas de gelo para ser usado depois.

*Se você tiver um pilão, POR FAVOR use-o em vez do liquidificador ou processador. Aliás, o nome “pesto” vem do verbo pestare, que significa socar, triturar, e esse é o melhor (os italianos diriam que é o único) jeito de conseguir o verdadeiro sabor do molho. Só não vale usar um de metal, que irá escurecer as folhas. Comece amassando o alho com uma pitada de sal. Não soque os ingredientes no fundo do pilão, mas faça movimentos circulares, esfregando-os nas paredes laterais. Junte as folhas das ervas e continue o movimento até que virem uma polpa. Por fim, junte as castanhas (pique-as antes para facilitar) e o queijo. Depois de tudo bem incorporado, junte o azeite aos poucos.

Dicas!

– Se não gosta ou acha muito forte o sabor do alho cru, você pode refoga-lo um pouco antes de juntá-lo aos outros ingredientes.

– Desfolhe o manjericão e a salsinha com cuidado, eliminando todos os talos. Eles pode alterar o sabor do molho, por terem um gosto diferente das folhas.

– O pesto pode ser utilizado de muitos jeitos. Para usá-lo como molho de massas, cozinhe a massa escolhida e escorra guardando uma colher de sopa da água do cozimento. Misture o pesto ao macarrão ainda quente, adicione a água reservada e mexa até que fique bem incorporado. Se misturado a um pouco de iogurte natural, o pesto vira um  molho para salada ou legumes. Fica ótimo também como molho na pizza ou no hambúrguer, e também se misturado a batatinhas cozidas, ainda quentes.

Você pode gostar...

3 Resultados

  1. 25 de novembro de 2011

    […] de Bolinha Pular para o conteúdo InícioSobre ← (…) Concurso Azeites Cocinero + Pesto brazuca 25/11/2011 · 10:51 ↓ Jump to […]

  2. 29 de novembro de 2011

    […] Enquanto eu escrevia esse texto e devaneava sobre qual seria meu último banquete,  a resposta do grande chef inglês Marcos Pierre me fez questionar a real pertinência de uma comilança final. “Não consigo me imaginar fantasiando sobre minha última refeição. Comida seria irrelevante nesse momento da vida”. . . . (Lembrando que sua chance de ganhar um IPOD e kit de azeites Cocinero ainda está rolando… vai lá!) […]

  3. 13 de maio de 2014

    […] – Pesto […]